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Destinos Trocados

por Andrusca ღ, em 25.09.12

Capítulo 22

A Festa do Ano

 

- No Country Club às onze horas – indicou Cindy, deitando depois um breve olhar para o vestido preto que tinha em cima da cama – A Caroline é a rapariga no vestido preto, eu vou estar de azul.

- “Muito bem”.

Cindy desligou o telefonema e mandou o telemóvel para cima da cama. O dia que supostamente para ela deveria ser o mais feliz do ano, estava-se a começar a tornar num pesadelo que teimava em não terminar. Decidiu pôr todos os maus pensamentos para trás das costas pois tinha uma festa para a qual se preparar. Desenrolou a toalha que tinha ao corpo e vestiu aquele belo vestido preto, dois palmos acima do joelho e apenas com uma manga. Foi depois para a casa de banho, onde fez um apanhado com o cabelo e o enfeitou com alguns brilhantes, antes de aplicar a maquilhagem. Quando retornou ao quarto calçou umas sandálias de salto alto, cor de rosas.

Enquanto Cindy se despachava, também Caroline fazia o mesmo. Já tinha tomado duche e aplicado a maquilhagem. Tinha feito uma trança simples no cabelo, e acabara de vestir o seu vestido cai-cai azul-marinho, pondo um cinto castanho à cintura. Calçou umas sandálias pretas, e pôs uns brincos e umas pulseiras. Tinha acabado de se despachar quando o telemóvel lhe começou a tocar, e sorriu ao ver quem lhe telefonava.

- Já estás pronto? – Perguntou, assim que atendeu.

- “Pronto? Já estou no Country Club!” – Disse Nate.

- Nós atrasámo-nos um pouco, mas acho que a Cindy também já está despachada. Mais dez minutos e estamos aí.

- “Espero bem que sim, que isto já está a ficar cheio oh aniversariante. Despacha-te para eu te poder dar a minha prenda”.

Caroline sorriu.

- O que é?

- “Surpresa. Despacha-te. Amo-te”.

- Até já, também te amo.

Saíram pouco depois disso, juntamente com Terry e Marshall, que conduzia o carro. À chegada do Country Club entregaram o carro ao rapaz que lá estava para os arrumar, e começaram logo a cumprimentar pessoas. Bem, Cindy, Marshall e Terry cumprimentavam as pessoas, enquanto Caroline ficava ao lado e se limitava a sorrir e a ser apresentada. Não conhecia metade das almas naquela festa, mais precisamente os adultos que pertenciam à família ou que eram colegas dos pais.

Quando finalmente conseguiram passar da entrada, os pais e Cindy conduziram Caroline até uma sala rectângular, extremamente grande. Ao fundo tinha o DJ, e ao lado um pequeno palco com uma televisão: karaoke para quem quisesse. Noutra parede estava uma mesa com doces e bebidas e aperitivos. Havia balões cor-de-rosa pendurados em todas as paredes, e a cobrir o tecto inteiro à excepção do glamouroso candeeiro de cristal. Havia rosas brancas espalhadas por todo o lado, incluindo pétalas no chão. A música já “bombava”, e já eram muitos os pares que dançavam no meio do salão. As gémeas sorriram, uma orgulhosa do seu trabalho e a outra por nunca ter presenciado uma festa daquele género.

Assim que conseguiram, separaram-se. Cindy foi cumprimentar dezenas de pessoas, enquanto Caroline, após ter cumprimentado os pais do namorado, finalmente o encontrou com Keith e Rachel a um canto.

- Parabéns! – Disseram os três.

Nate deu-lhe um beijo, e os amigos um abraço.

- Abre a minha prenda – pediu o namorado, passando-lhe um pequeno pacote da ourivesaria para as mãos. Caroline olhou desconfiada para ele, e ficou boquiaberta ao constatar o que estava lá dentro.

- Nate…

Nate agarrou naquele anel com pequenos diamantes incrustados e pô-lo no anelar esquerdo da rapariga, sorrindo-lhe.

- Agora já toda a gente sabe que estás comprometida.

 

✽✽✽

 

Eram dez horas e meia quando o bolo foi aberto. Era um bolo gigantesco, com várias camadas de chocolate, pão-de-ló e chantili. Cantou-se os parabéns e as gémeas sopraram as velas em conjunto. Depois os empregados contratados começaram a cortá-lo e a distribuir as fatias pelos presentes.

Quando todos acabaram de comer, ou pelo menos a grande maioria, o DJ interrompeu a música.

- Senhoras e senhores – disse ele –, peço a vossa atenção. Foi-me dito que uma das aniversariantes quer honrar uma tradição antiga: uma dança com o seu pai. Era para ser a primeira dança da noite… mas chegaram demasiado tarde. Por isso, por favor, desimpeçam a pista de dança para a Cindy e o Sr. Geller.

Marshall olhou para Caroline e foi até ela.

- Posso dançar com ambas – assegurou. A filha abanou-lhe a cabeça. Sabia que uma segunda dança nunca seria igual a uma primeira, que o efeito nunca seria o mesmo.

- Vai, pai – pediu – Não me importo de não ter esta dança. Acho que me atrapalhava toda.

Marshall e Cindy foram para a pista de dança e a luz foi diminuída, para que se sentisse um certo ambiente que combinasse com a música calma que era transmitida. Nate olhou para a namorada, e viu como ela os observava. Cindy parecia uma princesa e Marshall um rei. Todos os olhos da sala estavam sobre eles. Caroline engoliu em seco.

- Preciso de ar – disse a Nate, antes de sair.

Caminhou para fora do Country Club e atravessou a estrada, sentando-se num dos bancos de pedra, voltada de costas para o lado de onde tinha vindo. Respirou fundo e olhou as estrelas.

- Mentiste, não mentiste? – Perguntou Nate, com uma das rosas brancas na mão, inclinando-a na direcção da rapariga.

Caroline voltou-se para ele franziu as sobrancelhas.

- O quê? – Respondeu ela com outra pergunta, agarrando na rosa à medida que ele se sentava.

- Quando disseste que não te importavas de não teres uma dança, ou uma festa até… vá lá, sê sincera, gostavas de ter isso tudo, não gostavas?

Ela engoliu em seco e depois encolheu os ombros.

- Acho que, pelo menos por uma vez, gostava de ser o centro das atenções. Gostava de estar no centro de uma sala e ter toda a gente boquiaberta a comentar a quão bonita eu estava. Sim, gostava disso… Mas não é algo que precise desesperadamente. A Cindy importa-se mais com essas coisas que eu.

- Bem… como também é o teu aniversário, e eu sou um querido – Nate levantou-se e esticou a mão na direcção de Caroline, fazendo-a franzir o sobrolho.

- Nate, não…

- Vá lá, Caroline, estás com um vestido fabuloso. Estás mesmo linda. És a rapariga mais bonita de toda Beverly Hills. Eu quero-te dar a tua dança. Dá-me a honra, princesa?

Caroline riu-se.

- És um idiota – disse, deixando que ele a agarrasse e começasse a conduzir com a música que se ouvia de lá de dentro. Encostou a cabeça ao peito dele e inspirou o seu perfume – És perfeito, obrigado.

Dançaram um pouco, riram um pouco e, quando Nate estava a fazer com que Caroline desse uma volta, esta pousou com o olhar em algo que a fez gelar completamente. Um Ford velho, com a tinta vermelha já gasta, tinha acabado de estacionar em frente à entrada do Country Club.

- O que foi Caroline? – Questionou Nate.

Ela não lhe respondeu, em vez disso puxou-o para trás dos arbustos e pôs-se à espreita. De dentro do Ford velho, como ela já suspeitava, saiu ele. Arrastou o seu corpo nojento para dentro do Country Club para espanto dela.

- Caroline! – Insistiu Nate.

- Fica aqui. Chama a polícia – pediu ela – É o Roger.

Deixou-o lá e correu de volta para a festa, porém não o avistou. No meio daquela centena de pessoas, era uma tarefa impossível. Quando sentiu um toque no ombro, voltou-se apenas para encontrar aquela cara que há tanto tempo não via.

- Onde está ela? – Perguntou Roger, com o seu modo bruto – Onde está a Caroline, Cindy?!

Caroline engoliu em seco. Ele pensava que ela era a irmã? E porque raios haveria de estar a falar com Cindy?

- Algures por aí – respondeu, tentando não dar a parte fraca. Roger agarrou no seu braço com força.

- Vais-me ajudar a encontrá-la!

Andaram entre os convidados por alguns minutos, até avistarem Cindy sozinha a um canto. Aproximaram-se de lá de um modo rápido e a rapariga, ao pôr os olhos no homem, até os arregalou.

- Roger… - murmurou, com algum terror na voz.

Roger sorriu.

- Finalmente, Caroline.

Caroline olhou para os dois, confusa.

- Pensei que estivesse livre de ti – disse Cindy. Ela estava a adoptar o seu papel? Mas porquê? Porque haveria Cindy de fingir ser a irmã?

- Nunca.

Roger largou Caroline e mandou-a contra a parede, agarrando depois em Cindy. Saiu da festa com ela, e com Caroline a correr atrás deles, e enfiou-a no carro.

- Pára! – Mandou Caroline.

- Deixa-me em paz. Fizeste a tua parte. Agora já não te chateio mais!

Caroline ficou tão embasbacada com aquela afirmação que não conseguiu mover um músculo. Viu Roger enfiar-se no carro e aquele velho Ford a desaparecer numa questão de segundos. Ao vê-la ali parada, Nate saiu de detrás dos arbustos e correu para a alcançar.

- O que aconteceu? – Perguntou.

- Ele levou a Cindy…

 

Bem, bem, chegámos à recta final... mais dois capítulos e acaba.

Btw, já sei qual vai ser a próxima história (ou melhor, mini história, porque só tem 6 capítulos), mas não sei o que postar depois disso :x

Ideias aceitam-se (a)

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