Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O Amor na Porta à Frente

por Andrusca ღ, em 01.01.13

Capítulo 32

Lua-de-Mel

 

Assim que entraram no hotel, Evelyn e Doug ficaram deslumbrados. Era lindo. Tinham escolhido o Dubai como destino de lua-de-mel e, apesar de o casamento não ter chegado a acontecer, não iam perder essa viagem. Optaram por ficar instalados no hotel subaquático que era ainda relativamente recente, e valia cada tostão que pagaram pelo quarto.

- Isto é lindo – murmurou ele, depois de dar a mão a Evelyn e de se dirigirem ambos à recepção. Ela concordou, e esperaram que a rapariga que lá estava lhes desse atenção.

- Bom dia – cumprimentou ela.

- Bom dia – disse Evelyn – Nós reservámos um quarto, no nome de…

- Roaks? Sr. e Sra. Roaks, certo? – Interrompeu a rapariga, fazendo-os rir.

- Ainda não – disse Doug – Por enquanto ainda sou só eu.

- Oh, peço desculpa, mas como reservaram a suite nupcial…

Depois de algumas tecnicalidades, foram levados até ao quarto. Era incrível. Pela janela viam-se os peixes a andar de um lado para o outro daquelas águas azuis e limpas, os corais de todas as cores e feitios… tudo. As malas chegaram pouco depois, e só então é que Evelyn se atreveu a aproximar da janela para ver a vida marinha.

- O vidro parece tão frágil… - murmurou, tocando-lhe – Olha se isto se parte, Doug, morremos afogados.

- Não morremos nada. Tu sabes nadar, por isso mesmo que eu me atrapalhe, levas-me para segurança e depois fazes-me CPR.

Ela riu-se.

- Desde que haja aí trocas de oxigénio incluídas, não queres saber de mais nada – brincou.

Por momentos ele riu, mas então tomou uma postura mais séria e puxou-a pela mão até à cama, onde ambos se sentaram.

- Quero falar contigo sobre uma coisa – disse. Pela sua voz e pela expressão, Evelyn pôde ver que o assunto ia ser sério.

- O quê?

Depois de respirar fundo, Doug apertou mais a mão da amada e perguntou finalmente aquilo que já queria perguntar há quase uma semana.

- Aquilo que disseste depois de a minha irmã ter tido a bebé… sobre quereres também um… estavas a falar a sério?

Aquela pergunta apanhou Evelyn completamente desprevenida. Se queria ter um bebé? Sim, era uma coisa com a qual sempre sonhara, e claramente que era boa com crianças, Lola adorava-a, e estava sempre confortável a pegar na pequena Quinn. Mas neste momento estavam a expandir a clínica, a abrir a nova ala para os partos, e talvez não fosse o momento indicado para isso.

- Não sei… já falámos disso várias vezes, e quando vi a Quinn e a alegria da Maura e do Clark… não sei, foi algo em que pensei no momento.

Por momentos pôde jurar ver algum desapontamento no olhar dele.

- Então não queres?

- Não… quero. Quero ser mãe – “Vai sempre haver qualquer coisa no meio, nunca vai ser a altura certa, que se lixe”, pensou – Não queres ser pai?

- Estás a gozar? Ter um monte de pirralhos e moer-me o juízo e a dizer “pai, faz isto”, “pai, faz aquilo”, “pai, a mãe ralhou comigo”, é um sonho – ambos soltaram uma gargalhada – Sim, quero. Especialmente se fores a mãe.

- Então… vamos ter um bebé?

- Sim… vamos ter um bebé. Por isso - Doug passou suavemente a mão pelo ombro da namorada, puxando o seu cabelo para trás das costas, para em seguida lhe dar um beijo no pescoço – devíamos começar a praticar.

- Afinal… é a nossa lua-de-mel – concordou dela, ainda a rir.

 

 

- Já recebeste as análises? – Perguntou Evelyn, a Phil.

Fazia-lhe esta pergunta cada vez que saía do consultório com um paciente, e de todas as vezes a resposta era a mesma:

- Ainda não.

Ela suspirou e voltou para o consultório com um novo paciente. Passou uma manhã inteira assim e, quando eram quase quatro da tarde, bateram à sua porta.

- Entre – mandou. Assim que viu que era Phil, arregalou os olhos.

- Chegaram os resultados – disse ele, passando-lhe a carta para as mãos – O que é que isso é, afinal? Estás doente ou assim?

Nos últimos dias Evelyn tem estado a vomitar e com uma má-disposição constante. Ao princípio pensou que pudesse ser um vírus, até porque nunca ponderou o facto de estar grávida depois de terem tentado apenas duas vezes, enquanto ainda estavam no Dubai, mas então Doug brincou com essa possibilidade e como sabia que os testes de gravidez não são cem por cento eficazes, a médica optou por tirar sangue e ter as certezas de uma vez.

- Não, isto é para ver se tenho um ser a crescer dentro de mim, Phil, por isso cruza os dedos e reza para que o resultado seja positivo.

 

 

A mesa da sala de jantar estava já preparada. A porcelana fina estava posta, a luz diminuída e a comida à espera. Evelyn estava sentada, bebericando do seu copinho de água, quando acendeu o castiçal com as velas. Nesse momento ouviu a porta a abrir e um grande “amor, cheguei”, soou.

- Estou na sala de jantar – anunciou ela.

Segundos depois Doug apareceu à porta, sorrindo perante aquela imagem.

- Evie, o que é isto? Estás doente, devias era estar a descansar… - ralhou ele, visivelmente contente com a surpresa.

Ela, porém, abanou a cabeça e fez-lhe sinal para que se sentasse. Serviu ambos, e então colocou-lhe o vinho no copo.

- E para ti? – Perguntou ele.

- Não posso beber – demorou um pouco, mas então Doug levantou o olhar do prato e mirou-a com uma certa desconfiança – É exactamente o que estás a pensar.

- Estás…?

- Sim.

- Então não estás doente?

- Não… mas vou continuar a vomitar por algum tempo – ele riu-se – Não era tão divertido se fosse contigo.

Num impulso, Doug levantou-se e levantou também a namorada, rodopiando com ela ao colo até se lembrar de que a podia pôr indisposta. Então baixou-se e beijou-lhe a barriga, fazendo-a rir.

- Vamos casar – pediu, apanhando-a de surpresa.

- Agora?

- Amanhã. Vamos ao tribunal e casamo-nos. Já fizemos a festa… não resultou. Além disso… - com um ar de chico-esperto, Doug encolheu os ombros – o vestido não te vai servir durante muito mais tempo.

Ela fingiu-se de ofendida e deu-lhe uma pequena pancada no ombro, mas não aguentou e teve que rir.

- Está bem. Amanhã.

- Uau… esse bebé é fino, foi feito no Dubai.

- Vamos lá ver se também é fino de feitio, porque se sair ao pai estamos tramados.

- Que graça, boneca.

- Não me chames isso!

 

E pronto, terminou o primeiro capítulo de 2013.

O que acharam?

Falta um para acabar

5 comentários

Comentar post