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DDO: Primeira Chamada

por Andrusca ღ, em 04.04.13

Só 3 pessoas leram o capítulo anterior, não se esqueçam de o ler.

 

Capítulo 7

Pazes & Missão * Parte 3

 

Chelsea olhou para o relógio de cuco que Will tinha encostado a um canto e abriu a boca numa exclamação.

- Nove e meia?! Tenho que me ir embora! – Ela nem deu tempo a Will para reagir. O tempo tinha passado como que a voar. – Falamos amanhã!

Saiu a correr do prédio do aspirante a Guardião e assim continuou. Os seus pais iam matá-la. Richard ia começar com as perguntas de irmão super protector. E se Jensen ainda lá estivesse ia ter que ouvir as piadas de mau gosto. E depois de tudo o que tinha ouvido, toda a informação que lhe tinha sido passada, Chelsea não estava com cabeça para mais nada.

Estava a passar ao lado de um pequeno parque cheio de arbustos à volta quando fez uma curva e bateu directamente em Helen.

- Corre! – Gritou-lhe a amiga, que vinha com Tony a correr atrás dela, enquanto os dois começavam a empurrar Chelsea. A rapariga dos caracóis ruivos nem teve tempo para reagir. Começou a correr para o lado contrário para onde ia, puxada por um amigo em cada mão, até que pararam os três subitamente. Uma mulher bastante alta tinha aparecido à frente deles como que caída do céu. Tinha umas vestes escuras a envolver-lhe o corpo e o género de uma tatuagem tribal que lhe ocupava um braço e a parte do peito que o decote permitia ver. Aterrou no chão na perfeição, e os seus cabelos castanhos aloirados esvoaçavam ao sabor do vento. Nos lábios reinava-lhe um sorriso maquiavélico, e Helen e Tony deram meia dúzia de passos para trás, puxando Chelsea com eles. Ela andava a persegui-los. Era dela que fugiam.

- Não fujam meus amigos – disse a mulher. Chelsea começou a tremer por tudo quanto era sítio. Estava com medo. E para piorar, não se podia transformar em frente aos amigos.

- Quem és tu? – Perguntou, com um nó na garganta.

- Vejo que tens medo… Interessante… muito interessante… - murmurou a mulher – Eu sou uma Leitora de Mentes.

- Chelsea… - murmurou Helen, agarrando no braço da amiga. Chelsea encheu o peito de ar e pôs-se em frente os amigos, como se os protegesse. A mulher soltou uma gargalhada.

- Ainda estarias disposta a protegê-los? Mesmo estando tão magoada com eles? – Perguntou, rindo-se uma vez mais – Vocês humanos são patéticos.

- Vai-te embora – A intenção de Chelsea era que isto soasse a uma ordem, mas em vez disso a voz saiu-lhe a tremer e a transmitir todo o medo que sentia.

- Vai-te tu embora – retorquiu a mulher, criando uma bola de cristal nas mãos, que irradiou uma luz directamente aos três amigos. Chelsea abriu os braços e empurrou os amigos para trás, fazendo-a levar com a luz que a mandou ao ar e a empurrou para longe. Caiu por detrás de uns arbustos, bastante mal até. Doía-lhe o pulso e pensou em ficar ali escondida até que tudo passasse. Mas depois ouviu Helen gritar. Não podia ignorar. Os seus melhores amigos dependiam dela. Levou a mão ao pingente que lhe caía naturalmente preso ao fio e fechou os olhos, concentrando-se. Num segundo era Chelsea Burke, e no outro a seguir era a Defensora do Oculto. A bela guerreira.

Chelsea saiu de trás do arbusto e viu Helen sentada no chão, com Tony junto a ela, de joelhos, e a Leitora de Mentes de pé a aproximar-se deles.

- Pára! – Gritou-lhe – Como te atreves a atacar pobres inocentes indefesos escolhidos ao acaso no meio da rua?!

As atenções dos seus amigos e da demónia voltaram-se para ela, e Chelsea deu um salto, usando o seu recente poder de levitação, e pousou ao lado de Helen, do lado contrário ao que Tony estava.

- Tu… - murmurou a Leitora de Mentes, sorrindo. Ela lia mentes, ela sabia quem a Defensora do Oculto era – Os meus Príncipes ficarão felizes quando souberem quem és.

- Não vais ter oportunidade de lhes dizeres – garantiu Chelsea, fazendo um gesto com a mão que a mandou para mais longe de Helen e Tony, que ficaram a assistir a todo o espectáculo sem moverem um músculo.

A Leitora de Mentes levantou-se e voltou a criar a bola de cristal entre as mãos, e Chelsea agarrou numa pedra e mandou-lha, partindo-a. Ela não tinha mais armas, e rezou para ter algo que derrotasse a Leitora de Mentes. Não sabia como acabar com ela.

Do seu peito, onde o pingente descansava sereno, uma luz arroxeada começou a surgir, criando um pequeno espelho oval com uma pega roxa, que ficou a flutuar até que Chelsea o agarrou e a luz desapareceu. Chelsea olhou para o pingente confusa, e depois para o espelho. “Um espelho? Que raios?!”, pensou ela. A demónia riu-se, criando outra bola entre as mãos.

- Mudando de ideias, acho que vou ter o prazer de te matar eu mesma – disse ela.

Chelsea não fazia ideia do que fazer com o espelho, o que era bom, pois assim a Leitora de Mentes também não sabia o que esperar. A demónia voltou a mandar aquela luz proveniente da bola de cristal para a Defensora do Oculto e Chelsea como puro reflexo pôs o espelho à frente, que reflectiu a luz directamente à Leitora de Mentes, que não teve tempo de reagir antes de levar com o seu próprio ataque. Ela gritou, gritou, e depois estilhaçou-se em vários pedacitos, criando uma luz tão forte que obrigou todos a fecharem os olhos. Quando os puderam abrir, os três amigos puderam ver o espelho da Defensora do Oculto desvanecer-se numa luz meio roxa, para surpresa de todos eles.

Chelsea voltou-se para eles, para garantir que se encontravam em segurança.

- Defensora do Oculto… - murmurou Tony, ainda ajoelhado ao pé de Helen.

Chelsea apenas lhes sorriu, antes de correr em direcção a uma árvore e de saltar para cima do ramo mais baixo desta. Depois deixou-se cair para o lado do pequeno parque, e correu até ao arbusto onde era suposto estar inanimada como Chelsea. Tony e Helen ainda demoraram algum tempo a reagir, dando a Chelsea o tempo necessário para voltar ao seu aspecto normal e deitar-se no chão, fingindo estar desmaiada.

- Chelsea! Chelsea! – Gritava Helen, enquanto abanava a amiga com preocupação, já depois de ter chegado ao pé dela. Chelsea esperou alguns abanões até abrir os olhos, e assim que o fez foi atingida por um abraço bastante apertado – Oh graças a Deus que estás bem. Peço tantas desculpas, eu fui uma estúpida, eu adoro-te. Se te tivesse acontecido alguma coisa…

- Calma Helen – pediu Chelsea, sorrindo-lhe – Estou bem, só me magoei no pulso.

- Desculpa – pediu Tony, agarrando-lhe na mão – Sempre foste nossa amiga, acho que ficámos com ciúmes de teres mais gente com quem estar… foi uma estupidez… quase morreste por nossa causa.

- Vocês são os meus melhores amigos – disse a rapariga dos caracóis ruivos, encolhendo os ombros, para logo a seguir ser de novo alvo de um abraço a três.

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