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Together as One - The Second Part

por Andrusca ღ, em 12.05.11

Ainda consegui! :o

Uf...

Espero que gostem ^^

 

Capítulo 26

Pedidos de Desculpa

 

Ellie

 

- Danny, devias ir para casa – disse-lhe, quando vi que já estava quase a adormecer.

- Estás a gozar, certo? Acabaste de acordar, não te vou deixar nem agora nem nunca.

As suas palavras fizeram-me sorrir, e também corar.

Os médicos já cá tinham estado, decidiram manter-me sobre observação, mas segundo eles, o facto de me lembrar das coisas todas – ou seja, não ter amnésia –, era um ponto a meu favor.

Assim que se foram embora, dizendo-me antes que devia descansar ao máximo, Danny sentou-se logo na cadeira ao lado da cama e agarrou-me nas mãos. E estamos assim desde então, já lá vão umas duas horas, de mão dada, a rir, a brincar… tal como nos velhos tempos.

- Mas estás tão morto amor… - mordi o lábio ao chamar-lhe isto. Estaria correcto, seria ele ainda a pessoa a quem podia chamar esse nome? Ou apenas teria ficado comigo por ficar? Ou então, a opção que mais sentido me parecia fazer, ele ainda não me tinha esquecido… mas isto não alterava a nossa situação. Senti um aperto no coração só de pensar nisso. As coisas que o ouvi dizer-me… a maneira como o vi, a chorar e tão devastado, e a maneira como os seus olhos brilharam quando falei para ele.

Ele notou a minha mudança, e por isso parou de brincar com os meus dedos e ficou a olhar para mim.

- O que foi? – Perguntou – Estás-te a sentir bem?

- Sim… sim Danny, melhor era impossível – e era verdade, melhor era mesmo impossível – mas… - engoli em seco. Não queria ter esta conversa agora… - Desculpa… sobre a Felícia, sobre tudo. A sério. E tu estares aqui comigo, todo este tempo eu… acho que eu…

- Não sabes onde isso nos deixa – completou. Aparentemente também ele estava com essas dúvidas – Posso? – Perguntou, apontando para a cama. Assenti com a cabeça e desviei-me para a ponta, deixando-o sentar-se comigo. Quando o fez, encostou-se à cabeceira tal como eu, e pôs um braço à minha volta, puxando-me para me encostar a ele – Eu também peço desculpa Ell. Não te devia ter escondido quando ia sair com a Felícia. Desculpa. E sobre onde isso nos deixa… quando te vi estendida naquela casa eu… - parou por uns momentos e por isso levantei a cabeça para que o pudesse observar. Estava a ficar com os brilhantes, enlagrimados – Senti que a minha vida me tinha sido tirada naquele momento Ell. E todas estas semanas… foram um inferno. A pensar que podias não acordar… que nunca mais te ia ouvir dizer o meu nome… pensar que podias… sem que eu te dissesse que estava arrependido, que te amo. E prometo não voltar a mentir-te, juro. Amo-te Ell, eu quero ficar contigo e…

- Eu também quero ficar contigo – declarei, juntando os meus lábios aos seus, calando-o – Para sempre.

- Para sempre.

- Mas agora tens que ir – olhou para mim incrédulo – Danny, tu tens vivido no hospital, eles já telefonaram aos meus pais, estão a chegar não tarda nada. Tu precisas de um banho longo, e de uma boa noite de sonho. Não te preocupes, eu não vou a lado nenhum, prometo.

- Mas…

- Quando sair deste hospital não quero que fiques cá tu por um esgotamento ou assim, ok? Eu conheço o Michael, mesmo que os meus pais decidam ir embora, ele fica aqui o resto da noite, não tens nada com que te preocupar.

- Mas eu não quero ficar afastado de ti…

- E não vais. Vais estar a dormir, eu vou estar contigo o tempo todo.

- Estás a dizer que sonho contigo, Eleanor? – Ri-me, a parte gozona que de tanto tinha saudades tinha finalmente regressado.

- Mesmo que não quisesses, não conseguias escapar. Eu sou como o Freddy Krueger, excepto que não mato pessoas… faço-as apaixonarem-se por mim – e mais uma vez beijei-o.

- Então é bom que continues a aparecer só nos meus sonhos.

- Combinado.

 

Danny

 

Só saí da sua beira, ainda que contrariado, quando o Michael chegou com os pais de ambos, e dirigi-me à minha mota. Ela era tão teimosa! Mas porque é que eu não podia ficar lá? Tudo bem que admito que também preciso de descansar mas… teria lá ficado se ela o permitisse. Teria aguentado, sem dúvida.

Mas isso não era o importante. O importante era que ela finalmente tinha acordado, que eu finalmente me sentia completo outra vez.

Quando cheguei a casa Alice veio logo a correr ter comigo, e antes de a deixar fazer um pio sequer, levantei-a num abraço e rodei com ela, dando-lhe um beijo na bochecha em seguida. Ela apenas me sorriu e murmurou “Graças a Deus”.

Subi para o quarto e despi a t-shirt, mandando-a para cima da cama, para depois despir o resto e ir para o duche.

Depois de ter o duche tomado e uns boxers vestidos, decidi telefonar ao Michael para saber como é que ela estava, e ele disse-me que tinha acabado de adormecer. Suspirei. Depois de tanto tempo a dormir… ainda precisa de descansar mais. Parece uma anedota, mas de engraçado não tem nada.

Deitei-me na cama e a última coisa que me lembro de ver, antes de adormecer, foi que o relógio marcava quatro e cinco da manhã.

 

Ellie

 

Quando acordei já estava sozinha no quarto. Os meus pais não tinham ficado muito tempo, mas Michael disse que ficava comigo até chegar alguém para me fazer companhia – Danny, claro. Olhei para o lado e vi um papel mesmo junto a mim. “Mana, fui comer, volto já. Adoro-te”, dizia, com a letra desajeitada do Michael Davies.

Espreguicei-me e vi as horas no relógio que se encontrava por cima da porta, eram sete e meia, ainda faltava uma hora para a escola começar.

A porta abriu-se e de lá saiu Felícia, que ficou especada a olhar para mim. Vinha com uns calções rasgados e um top preto, que dizia “F*ck Off”, a rosa choque, e uns ténis desabotoados como sempre.

- Estás acordada! – Disse, surpresa – Desculpa, pensava que estavas… bem, tu sabes… - sim, eu sabia. Ok, o momento do silêncio constrangedor chegou, e ambas ficámos sem nada para dizer – Vinha ver se o Danny precisava de alguma coisa, mas já que não está cá, bem… estou feliz que estejas bem Eleanor.

- Obrigada… - deu meia volta e ia sair, até que: - Felícia espera! – Voltou a virar-se para mim – Não digas ao Danny mas… não quero lá muito ficar sozinha… - e mordi o lábio. Ela sorriu-me – Importas-te de me fazer companhia?

Ela revirou os olhos e fechou a porta, com um sorriso meio escondido. Sentou-se na cadeira e cruzou as pernas.

- Companhia da arqui-inimiga, hã? Não tens medo que te vá envenenar? – Gozou.

- Não… ouve, eu queria pedir-te desculpa. – E por um lado é verdade, ela merece um pedido de desculpas… não vou dizer que gosto dela, seria uma mentira redonda, mas o Danny gosta, por isso eu ao menos vou tentar descobrir o que há nela que valha a pena apreciar - Julguei-te desde a primeira vez que vi, a verdade é que nem te dei o benefício da dúvida… por isso, desculpa.

- Oh, não faz mal, até acertaste. Consigo ser uma verdadeira cabra às vezes.

Sorri.

- Pois, bem, aparentemente não és a única – ela também se riu.

- Eu não peguei leve contigo, e tenho que admitir que quando soube que eras a namorada do Danny, fiquei para morrer. Mas quero que saibas que nós nunca tivemos nada entre nós, e mesmo que eu quisesse, que não quero, não tinha oportunidade nenhuma. Ele só tem olhos para uma rapariga… consegues descobrir quem é?

- Consigo – disse-lhe, corando – Obrigada.

- Bem, suponho que consigo ao menos esforçar-me para não te detestar tanto, Eleanor – disse-me.

- Acho que conseguimos fazer isso. E não me chames Eleanor, eu detesto.

- Eu sei – e imitou uma voz maléfica ao dizê-lo.

Isto ia ser uma dor de cabeça enorme, mas eu estava disposta a tentar. O Danny gosta dela, por isso, porque não hei-de eu de gostar? Não perco nada por lhe dar uma chance.

- Vê quem eu encontrei – disse Michael, ao abrir a porta, deixando-me ver Danny por trás dele – Felícia?!

- O que é que estás aqui a fazer? – Perguntou-lhe o meu amor, surpreendido – E vocês estavam a… rir? Ok, o que é que se passa?

E de novo Felícia e eu desatámo-nos a rir, deixando os rapazes completamente à nora.

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