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Together as One - The Second Part

por Andrusca ღ, em 13.05.11

E chegou o último capítulo...

Se conseguir, ainda hoje posto o epílogo ^^

Espero que gostem.

 

Capítulo 27

Juntos como Um

 

Ellie

 

Já saí do hospital há uma semana, os médicos fizeram-me uma montanha de testes e exames, e após verificarem que estava tudo dentro do normal, deixaram-me finalmente sair em liberdade.

O regresso à escola tinha sido cansativo, e graças a deus que sábado finalmente tinha chegado. Danny não me largou um único minuto, e ainda bem. Já tinha tantas, mas tantas, saudades dele… A Rach, a Ally e a Kath também não se descolaram de mim e encheram-me de mimos. O Michael andava sempre por perto, e por incrível que pareça, também Felícia. Sim, eu e ela já não nos odiamos. Bem, não nos adoramos… mas também não andamos a desejar mal uma à outra… muitas vezes…

Os meus pais fizeram uma carrada de discursos de como se nunca me tivessem tirado do Colégio de Freiras, eu nunca me tinha metido nestas trapalhadas todas, mas eu até os percebo, pelo que Michael e Danny me contaram, eles sofreram bastante. Mas eu lá lhes dei a volta e eles pararam. Acho que finalmente perceberam que quero mesmo ser Pediatra, e visto que ainda sou menor e tive direito a um médico dessa especialidade a cuidar de mim, eles perceberam que esse trabalho também é importante. “Mais que advocacia”, tinha ouvido o meu pai confidenciar à minha mãe.

Jules tinha-me recebido com um bolo feito especialmente para mim, que tinha feito juntamente com Alice. Elas são umas queridas.

Senti o telemóvel tremer na minha mão e abri os olhos lentamente, estava com tanto sono… ainda era cedo demais para se acordar num sábado. Vi a mensagem, era do meu amor. “A Alice vai passar a tarde fora… queres ir dar uma volta? Amo-te”, dizia.

Sorri e pus-me a pensar no quanto o amava. Como é que alguma vez pude duvidar dele? Não sei, mas nunca mais se repetiria, isso é que não. Eu queria ficar com ele sempre.

“Fica em casa, vou ter aí às três, está bem? Também te amo amor”, respondi-lhe, e segundos depois recebi a confirmação.

Ainda ficámos a conversar durante um bocado até decidir que tinha que me levantar. Quando o fiz, tomei um banho e vesti um vestido em tons clarinhos, de alcinhas – estava um dia de Verão, completamente –, e calcei umas sandálias. Deixei que o cabelo enxugasse ao ar livre e pus-me a estudar um pouco as matérias em atraso, porque brevemente iria ter testes. Kath já me tinha dado umas explicações.

Quando chegou a hora de almoço, desci e comemos todos juntos. A comida da Jules, como sempre, estava de chorar por mais.

- Vou ter com o Danny – disse, para os meus pais que estavam na sala, já quando ia para sair.

- Juízo! – Disse o meu pai.

Eles também se tinham conformado com a ideia de que Danny era mesmo a pessoa que eu queria para mim. Perceberam que ele é especial quando não me abandonou todo aquele tempo no hospital, quando esteve sempre lá para mim.

Saí de casa e caminhei até à de Danny, com calma. Estava a começar a ficar nervosa, mas sabia que não tinha motivos para tal. Hoje era o dia. E não por sentir que tinha que acontecer, mas porque queria que acontecesse. Amo-o, e isso basta-me para perceber que isto é certo.

Quando cheguei, ao contrário do normal, tirei a chave que ele esconde debaixo de uma pedra falsa e entrei, rumando ao seu quarto. Ao abrir a porta vi-o deitado em cima da cama, com os fones nos ouvidos e de olhos fechados.

- Amor – chamei, alto. Ele assustou-se e olhou para mim, esboçando um sorriso em seguida.

- Chegaste – exclamou, vindo-me cumprimentar com um daqueles beijos que só ele sabe dar, após tirar os fones dos ouvidos e deixá-los ao acaso na mesa-de-cabeceira.

- Cheguei – afirmei, fechando a porta.

- O que foi? – Perguntou, ao ver que eu não dizia mais nada.

- Danny, não estou a fazer isto por ter medo de te perder, não o estou a fazer para me desculpar, estou a fazê-lo porque te amo e tu me amas a mim. – Um sorriso parvo apareceu-lhe nos lábios – Por isso não comeces com coisas, percebido?

E nisto juntei de novo os meus lábios aos seus, sentindo-o apertar-me contra ele e encostar-me à parede enquanto descia os lábios até ao meu pescoço.

 

Danny

 

Pela primeira vez senti-me a perder todo o controlo sobre o meu corpo, que tinha criado apenas para ela. Só lhe queria tocar, senti-la junto a mim, fazê-la minha.

Encostei-a à parede e continuámos com o bailado dos beijos, até que ela gentilmente me tirou a t-shirt, passando em seguida com a sua mão pelos meus abdominais, ao de leve, antes de me voltar a beijar. Pela primeira vez estava a começar a ficar nervoso em fazer isto com ela. Ela não era qualquer uma, era ela, era a tal. Depois foi a minha vez de lhe tirar o vestido, deixando-a apenas com uma lingerie preta, com rendinhas. Ainda pensei que se arrependesse e me afastasse, mas nada disso. Estava preparada. Mordi o lábio ao olhar para ela e ela começou a corar, mas antes que dissesse alguma coisa voltei a cobrir o espaço que nos separava juntando os nossos lábios. Ela já tinha isto tudo planeado…

Agarrei-a ao colo e caminhei com ela até à cama, onde a deixei cair lentamente, sem nunca me desviar dela, e deitando-me por cima em seguida.

 

Ellie

 

Cada vez que me beijava o pescoço e que me arrepiava, sentia mais desejo e mais vontade de o ter apenas para mim. Este momento era o nosso, ninguém o podia negar.

Antes que pudesse notar, já ambos nos encontrávamos sem roupa, que repousava agora no chão, mandada à toa, e estávamos por baixo dos lençóis finos que ele tinha. Ele sabia exactamente o que fazer, e eu sentia-me bem por estar a viver esta experiência com ele. Ele era o tal, soube-o no momento em que ambos atingimos o êxtase. Quando finalmente ficámos juntos num só.

Deixou-se rodar para o meu lado e deu-me mais um beijo no pescoço, fazendo-me arrepiar de novo. Apoiei a cabeça no seu peito desnudo e respirei fundo, com um sorriso parvo nos lábios. Sentia-me bem… sentia-me feliz… sentia-me… como nunca antes me tinha sentido.

- Como estás? – Perguntou, baixinho, enquanto brincava com os meus cabelos.

- Como se estivesse no paraíso – respondi, com toda a honestidade do mundo, olhando para ele em seguida – E tu?

- Como se estivesse lá contigo – disse-me, dando-me mais uma vez um beijo repleto de amor e paixão e desejo, daqueles dos quais nunca nos queremos despegar. Mas nunca mais nos íamos separar, tinha a certeza disso agora.

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