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One-Shot: Desejos Mortais

por Andrusca ღ, em 18.06.11

Esta ideia apareceu completamente do nada e tive que a escrever.

Vai ter umas cinco partes, em principio...

Espero que gostem e digam o que acham c:

 

εjσ мσяta¡

Parte 1

 

Era um dia como todos os outros, em que Jess estava à guerra com a sua irmã mais nova. Ou era porque a pequena entrava no seu quarto sem bater; ou porque roubava coisas suas. O que Jess não percebe é que a pequena apenas quer uma ponta de atenção.

Jess fechou a porta com força, após ter deixado a rapariga de novo a chorar por ver a sua irmã mais velha excluí-la, e mandou-se para cima da cama para telefonar aos seus amigos.

- Oi V – disse, quando a sua amiga Vanessa atendeu do outro lado da linha – Estão todos contigo?

- Jess! – Exclamou a amiga, mandando os outros calar em seguida – Sim, estão. Espera, vou-te pôr em alta voz.

- What’s up Jess? – Perguntou Fred, aquele tipo de rapaz que está sempre na paz, mas que acaba por ser um bocado para o tonto.

- A minha irmã mete tanta raiva! – Explodiu Jéssica – Está sempre de volta de mim, e agora por ter que ficar com ela, não posso ir ter com vocês!

- Haverá outras noites – tranquilizou-a Callie, que era aquele tipo de rapariga que fazia as coisas sempre bem, e pensava sempre mais nos outros que nela própria.

- Pois sim, quando o empecilho crescer também já eu estou velha – resmungou Jess.

- Mesmo velha vais ver que ficas um borracho – atirou Kyle. Kyle era aquele tipo de rapaz. O engatatão que tem a mania que é bom, mas que além de toda a aparência e talvez alguma arrogância, esconde um coração de ouro.

- Vai-te lixar – chateou-se Jess, ouvindo a sua irmã a chamar por ela pela milionésima vez – Tenho que ir, o empecilho voltou a atacar. Bem que desejava ser filha única – rematou, antes de desligar.  

 

Entretanto, no bar, onde os quatro amigos já estavam reunidos, juntaram-se a eles mais três dos quais estavam à espera: as gémeas Kate e Leanne, e Paul. Entre bebidas e conversas animadas, alguns começaram a dispersar. Kyle pôs uso aos seus encantos e foi-se juntar a duas belas desconhecidas que estavam sentadas ao balcão; Fred tentava a todo o custo obter a atenção de Vanessa, de quem gostava secretamente desde o segundo ano, mas a atenção dela estava virada para um rapaz na pista de dança que discretamente lhe mandava piscares de olhos; já Kate namorava descaradamente com Paul, deixando Leanne constrangida e fazendo-a sair de lá finalmente, juntando-se a Fred e Vanessa, dando uma boa oportunidade a esta última para se levantar e ir ter o rapaz que a comia com o olhar; e Callie esperava impacientemente pela sua bebida.

 

- Faz o que quiseres! – Gritou Jess, dirigindo-se para a sala em seguida e pondo a televisão em altos berros, para não ter que ouvir o barulho que a pequena fazia.

Os seus pais tinham saído num jantar de negócios e tiveram que ficar num hotel, por isso deixaram Jess encarregada de cuidar da sua irmã, coisa que detestava.

Ao ajeitar uma almofada encontrou um postal por baixo dela, escrito com uma letra bastante requintada.

- Sete desejos. Pede o que quiseres. Um desejo por uma vida. – Leu ela.

Haviam coisas escritas numa letra minúscula, no fim do postal, mas Jess não quis saber. Nunca ninguém lê as letras pequenas.

Ao princípio Jess achou aquilo tudo uma estupidez, mas ao ouvir a pequena Anabelle a chorar outra vez, achou que não fazia mal tentar. Afinal, a pior coisa que podia acontecer era nada acontecer.

Virou o postal para ver a parte da frente e viu que tinha sete altinhos, presos com um papel num tom prateado.

- Bem, mal não faz – pensou, em voz alta.

Retirou a película do primeiro alto e soprou o fino pó avermelhado que lá se encontrava, após dizer:

- Desejo que ela se cale de uma vez.

E para seu espanto, logo após o pó desaparecer, a voz irritante da pequena Anabelle parou de ecoar pela casa.

Jess sorriu e voltou a recostar-se no sofá. Finalmente um pouco de sossego. Não sabia o que tinha acontecido, mas não se importava. A sua irmã finalmente lhe tido dado um pouco de paz.

Algo dentro dela lhe disse que este postal ainda lhe daria muito jeito.

 

- Vem comigo – pediu Callie, a Vanessa, enquanto a puxava para longe do desconhecido. Dirigiu-as à casa de banho, e assim que entraram voltou-se para a amiga com uma expressão idiomática – Sê sincera: este vestido faz-me mais gorda?

Callie tinha um pequeno problema de auto-estima. Não era gorda. Tinha apenas uns quilinhos a mais, mas nada que não se resolvesse.

- Claro que não – respondeu Vanessa, retirando o gloss da sua mala e pondo-se em frente ao espelho.

- Claro que não – repetiu Callie, com uma voz de quem não acreditava, e imitando também o gesto da amiga com a maquilhagem.

Vanessa viu algo no espelho que a fez aproximar-se mais, e este partiu-se mesmo directo às duas amigas, que fecharam os olhos de imediato conscientes do que estava a acontecer. Porém, não aconteceu o que esperavam: não doeu; não sentiram cortes; nada. Ambas abriram os olhos encontrando-se agora num sítio desconhecido. As paredes estavam bastante degradadas, e o único sítio de saída era passar por um arco que parecia totalmente feito de ossos gigantes.

- Onde estamos? – Perguntou Vanessa, abraçando o braço da amiga, cheia de medo.

- Não sei – Também Callie estava aterrorizada e não percebia nada – Não sei…

 

Ainda no bar, Leanne notou a demora das amigas e por isso decidiu e procurá-las à casa de banho, mas elas não estavam lá. Aproveitou para retocar a maquilhagem ao espelho, e depois saiu directa até à sua irmã e Paul. Fred, preocupado com a rapariga que amava, foi também ter com eles, com Kate.

Procuraram por todo o bar, mas nada, até que decidiram ir chamar Kyle, que estava quase a sair com aquelas “belas Deusas”, como se referia às raparigas.

- Se calhar foram-se embora – reclamou ele, pensando que por esta hora já podia estar com a raparigas a divertir-se.

- Elas não se foram embora! – Afirmou Kate – Disseram que iam à casa de banho e não voltaram!

- Na volta encontraram uns gajos, e pronto – Após dizer isto, Kyle foi bombardeado de chapadas por parte das raparigas, que detestavam que ele desvalorizasse tanto as coisas. – Pronto, está bem! Vamos ver à casa de banho então!

- Já lá fui – disse Leanne.

- Então vamos outra vez – insistiu Kyle.

Entraram os cinco na casa de banho das raparigas e verificaram que estava vazia.

- E agora? – Perguntou Fred.

- Já lhes telefonaram? – Perguntou Kyle.

- Não, somos estúpidos – respondeu Paul, sarcástico.

- Pronto! – Reclamou Kyle – Já não digo mais nada.

- Malta… - chamou Leanne – não vi isto há bocado… olhem.

Com o seu dedo tocou no espelho, no exacto sítio em que se encontrava uma espécie de desenho de um corvo.

- Se calhar alguma moça fez agora – disse Kate.

- Não…

Quando o grupo se inclinou para ver melhor, eis que o espelho se parte em mil pedacinhos, mandando-os também para o sítio em que as duas amigas se encontravam, mais aterrorizadas que um animal que sabe que está prestes a ser abatido.

- Ahh! – Gritaram Vanessa e Callie ao mesmo tempo, ao verem os amigos aparecerem do nada.

- O que se passou? – Perguntou Fred, com a voz a tremer. Ele era dos mais medricas do grupo, o que fazia com que muitos pensassem que é homossexual.

Ninguém lhe respondeu, estavam todos pasmados a ver a estrutura do sítio em que se encontravam. Parecia uma casa, mas não muito. Agora que Callie e Vanessa reparavam bem, em conjunto com o resto do grupo, toda a estrutura parecia ser feita de osso, e não era recta, toda ela fazia curvas, fazendo com que não houvesse um único canto.

 

Então, querem que continue?

Mais logo posto o capítulo da história ^^

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