Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Pétalas de Rosas

por Andrusca ღ, em 21.10.10

Agora é que é! O último capítulo finalmente chegou.

Espero que gostem :D

Mas logo (lá para as sete horas) vou postar coisas sobre a fic que vou começar a postar agora. Espero que leiam ;)

Ok, vá, matem lá a curiosidade xD

 

Capítulo 21

O Capítulo Final

 

Derek levou-me a casa, e foi ele quem conduziu. Eu mal me aguento em pé, quanto mais conduzir.

Quando abri a porta, os meus irmãos – que estavam no sofá – apressaram-se a vir ter comigo e Abby abraçou-me pela cintura, fazendo-me estremecer de dor.

- Ela está bem – disse Derek, por aparecendo por trás de mim.

Abby ainda me abraçava, porém com menos força, mas agora o seu olhar – tal como o de Dylan – estava vidrado em Derek.

- Voltaste? – Perguntou Dylan, a Derek.

- Parece que sim – respondeu Derek.

- Viva! – Cantarolou Abby.

- Vá lá, está tudo bem, agora devíamos deixar a Chloe comer e descansar… ela passou por muito – continuou ele.

- Ok, mas de certeza que está tudo bem? – Perguntou Dylan, agora para mim.

- Sim, eu depois conto-vos tudo – disse eu.

- Então podes subir e preparar-te para dormir, eu e o mano levamos-te comida – disse Abby, largando-me.

- Obrigada querida – disse-lhe, dando-lhe um beijo na testa.

Subi as escadas com esforço e entrei para o quarto, com Derek atrás de mim. Tirei o pijama do roupeiro, enquanto Derek se sentou na cama.

Tentei tirar a t-shirt, mas só de a agarrar e esforçar um bocadinho, os meus músculos doíam.

- Queres que saia? – Perguntou – Não percebi o que ias fazer, desculpa, eu saio.

Já não é a primeira vez que me mudo de roupa em frente a ele, e espero sinceramente que não seja a última, mas a verdade é que ele não esqueceu, de maneira nenhuma, tudo o que lhe disse, e deve pensar que é melhor assim. Mas não é. Para nenhum de nós. Eu não o quero nem longe, nem afastado, nem a menos de dez metros de mim. Nunca mais.

- O quê? Não! – Virei-me para ele e aproximei-me. Senti-me a corar um bocado ao perceber que ia precisar de ajuda. Pus os braços para cima – Eu preciso que me ajudes a tirar a blusa – pedi, envergonhada – Dói-me o corpo todo.

Ele sorriu e puxou-me a blusa para cima. Agora, tão juntinha a ele, e só de sutiã, podia ser um daqueles momentos de pura paixão, se não estivesse completamente dorida.

Derek ajudou-me a vestir o pijama e depois voltou a sentar-se na cama, comigo ao lado.

- O que é que te dói? – Perguntou.

Tentei concentrar-me para ver de onde as dores vinham, mas não consegui nenhum lugar específico. Depois daqueles voos, quedas e pancadas, só… dói-me tudo.

- Tudo – respondi – Pensava que o sangue do Josh ia melhorar as dores, afinal…

- Não funciona assim. É apenas uma ilusão, dá adrenalina as pessoas pensarem que resulta, mas não resulta.

Ele chegou-se para mim e fez com que pousasse a minha cabeça no seu ombro, enquanto me envolvia com um braço. Estranhamente, este frio não me fez confusão nenhuma, nada. Foi acolhedor.

Assim, agarrada a Derek de novo, não pude evitar que uma dor me viesse ao peito.

- Derek… porque é que estás a ser tão bom para mim? Depois de tudo o que eu te disse e…

- Porque te devo isso. Eles contaram-me tudo o que te fizeram, na esperança que me fizesse sentir pior. Desculpa.

Desviei-me repentinamente e senti uma dor nas costas por isso, mas tentei não estremecer. Fiquei a observá-lo por segundos.

- Tu não fizeste nada – disse, por fim – A culpa foi minha, eu cedi.

- Não. Eu podia ter-me esforçado mais. Afinal, tentei de tudo para que ninguém caísse nos jogos da Charlotte e acabou por cair a pessoa mais importante para mim.

- Tentaste tudo. Ela é uma boa jogadora, isso é verdade.

- Pois é…

- Mas mesmo assim… eu não te devia ter dito tudo o que disse, porque não é nada daquilo que penso.

- Eu sei que não é – puxou-me de novo para ele e juntou os seus lábios gelados aos meus. Dylan entrou nesse momento.

- Bem, vocês não perdem tempo – brincou.

Lançámos-lhe ambos um olhar matador, e ele encolheu-se.

Deixou o tabuleiro com uma fatia de pizza e um copo com sumo em cima da cama e saiu sem dizer mais nada.

- Come, e depois é melhor dormires – disse-me Derek.

Depois de devorar a pizza, pus o tabuleiro em cima da secretária, puxei os estores para baixo por causa da claridade e enfiei-me nos lençóis e mantas. Derek deitou-se ao meu lado, mas do lado de cima da roupa da cama, para não me passar o frio. Encostei-me a ele o mais que consegui. Hoje não queria saber se tinha frio ou não.

- Se eu adormecer… ainda vais cá estar quando acordar? – Perguntei-lhe, num tom baixo.

Ele respondeu-me com um beijo, assentindo em seguida com a cabeça. Fechei os olhos e deixei-me repousar. As imagens de tudo o que se tinha passado vinham-me à cabeça constantemente, mas a alegria de ter Derek novamente comigo superava-as.

E sem precisar de me esforçar minimamente, adormeci.

Acordei com um beijo frio na bochecha, e sorri de imediato quando, ao abrir os olhos, vi a cara de Derek coladinha à minha.

- São oito horas – disse-me – Vão todos começar a jantar.

- Todos? – Perguntei.

Ele não me adiantou mais nada, pediu apenas que me vestisse. Fui à casa de banho tomar um banho rápido, afinal ainda não tinha tomado nenhum depois da confusão, e vesti uma roupa lavada. O corpo ainda me doía bastante.

Desci as escadas e comecei a ouvir barulho vindo da sala de jantar. Derek, que me agarrava na mão, conduziu-me até lá.

A toalha que estava na mesa era linda. Era num tom bege e depois com pequenos bordados a bordô. A porcelana fina estava posta, e Gwen, os meus irmãos e os irmãos de Derek estavam de pé à minha espera.

- Vamos esperar pela meia-noite – anunciou a Gwen.

- Pois é! – Gritei, levando a mão à cabeça – Hoje é véspera de Natal!

Riram-se todos. Também, como é que me podia ter lembrado? Estive quase a ir desta para melhor, era óbvio que não ia estar a pensar no Natal.

- Ai, fogo! – Disse Abby – Esquecemo-nos do pão!

- Não faz mal! – Afirmou logo Gwen, dirigindo-se para mim e começando a puxar-me – Nós vamos comprar.

- Au, ai… - ia-me queixando, enquanto ela me puxava. Doía-me o corpo até a fazer o mais pequeno movimento.

Não tive tempo para dizer nada, ela passou-me o casaco para as mãos e arrastou-me para fora da casa.

- O que é que te deu? – Perguntei-lhe, enquanto vestia o casaco ao caminhar.

- Eu precisava de falar contigo, sem ouvidos a mais, se é que me percebes.

Caminhámos em silêncio até uma distância segura, e então eu comecei.

- Ok, desembucha.

- É normal eu estar com… - nas suas palavras parecia estar desiludida com ela mesma – estar com… receio do Gary?

- Gwen…

- Não, eu vi-o a tirar a cabeça a um moço…

- Um vampiro.

- Certo. Mas vi na mesma. E depois também o vi a quase matar a Charlotte, a irmã adoptiva… quer dizer… é de meter medo, certo?

- Não eras tu que dizias que os nossos namorados são vampiros e que tínhamos que aceitar?

- Sim, era e sou. Mas… e se ele me faz aquilo a mim… ele é sempre tão controlado e calmo ao pé de mim… e se ele se descontrola comigo?

- Ele ama-te… de certeza que tem o máximo de cuidados contigo Gwen.

- Eu sei… e no entanto eu estou sempre a forçá-lo para fazer coisas que diz ainda não estar preparado…

Por amor de Deus, eu estou aqui quase a morrer de dores e ela vem-me com estas conversas?

Agora não estou com disposição nenhuma para conversas íntimas.

- Então dá-lhe tempo. Ele só faz aquilo em que sabe que pode controlar-se. E tu vais ter que o compreender.

- Nunca mais digo que quero que me morda…

Não evitei e desatei a rir à gargalhada.

Fomos à padaria e voltámos para casa. Depois do jantar, que tinha sido feito por Verónica e Gwen, sentámo-nos no sofá à espera da meia-noite.

- Há uma coisa que devias saber… - disse Verónica, sendo em seguida vítima de um olhar matador vindo de Derek – É verdade, ela tem que saber.

- Tenho que saber o quê? – Perguntei, desconfiada.

- Os sonhos… tu sonhaste com o acidente da Gwen, nós ouvimos-te a contar-lhe – disse Gary.

- Sim… foi esquisito. Mas não era a Gwen no carro… era eu – disse-lhe.

- Há alguns humanos com… possibilidades dessas. Tu costumas ter vários pesadelos – disse Derek –, e não são de agora. Sempre tiveste, certo?

- Sim… mais ou menos. Eles vêm e vão, duram um tempo e depois só voltam tempo depois… - estas coisas são difíceis de explicar, nem sei bem o que dizer.

- Então ela é tipo uma médium? – Perguntou Dylan.

- Não… não exactamente – respondeu Verónica – Os sonhos da Chloe nem sempre são exactos. Aliás, quase nunca. Representam apenas situações que podem, ou não, vir a ser reais. Nunca se sabe se vão acontecer até que de facto acontecem.

- Então, basicamente, sou uma aberração? – Riram-se todos, mas não sei porquê. É uma pergunta justa.

- Bem, nós somos vampiros, logo estamos equilibrados – disse uma voz vinda de trás do sofá. Viraram-se todos de repente e alarmados, mas eu estava calma e fitava aqueles cabelos ruivos com um cuidado específico.

- O que é que estás aqui a fazer? – Perguntou Derek, a Charlotte.

- Eu não quero estragar o Natal, vim apenas despedir-me – respondeu-lhe ela, olhando em seguida para mim – Obrigada por me defenderes… e lamento imenso tudo o que fiz. Nem sei como é que fui tão cega… - encolheu os ombros – Já devia saber que ele estava a fazer o meu próprio jogo.

- O que é que vais fazer agora? – Perguntei-lhe.

- Viajar. Espairecer… esquecer. Pensei em talvez ir para a Alemanha, ou talvez Turquia, ainda não sei – disse-me – De qualquer maneira, feliz Natal.

E desapareceu. Os três vampiros descontraíram e percebi que ela já tinha mesmo afastado.

Voltámos à conversa anterior.

- Mas então… eu posso ou não prever o futuro? – Perguntei.

- Depende de como interpretas o sonho. Tu não sonhas com as pessoas a quem as coisas vão acontecer, ou o que vai acontecer especificamente. São-te apenas dadas pequenas pistas. Pistas que tens que seguir, se quiseres descobrir ou evitar qualquer coisa – explicou Verónica.

- Hum…

- Como é que vocês sabiam onde nos encontrar? – Perguntou Derek, do nada, para os irmãos.

- Bem… - ia Gary responder, mas eu interrompi-o.

- Eu sabia que se preocupasse os meus irmãos, e dissesse que vampiros estavam envolvidos, eles iam ligar aos teus irmãos, e que eles nos iam ajudar – expliquei-lhe.

- Puseste bastante fé em nós – disse Verónica – Talvez demasiada.

- Eu sabia que iam – limitei-me a dizer.

As badaladas começaram a soar, e ao fim da última, a festa reinou. Trocámos prendas, rimos, bebemos, comemos… e depois Gwen teve que ir para casa, e Gary levou-a.

Abby e Dylan foram-se deitar, e Verónica ajudou-me a arrumar as coisas, enquanto Derek nos observava. Em seguida subi para o quarto com Derek e Verónica foi-se embora.

Vesti o pijama e deitei-me, e ele deitou-se ao meu lado, como na noite anterior.

- Desculpa não te ter comprado nada – disse-me.

Olhei directamente para aqueles olhos verdes lindos e soube logo o que dizer.

- Tudo o que queria para o Natal eras tu – murmurei-lhe, beijando-o em seguida.

Voltei a adormecer rápido.

Quando acordei Derek já não estava ao meu lado, apenas um papelinho.

 

«Vem ter comigo ao lago. Até já, amo-te»

 

Despachei-me e deixei os meus irmãos ainda a dormir. Pus-me no carro e conduzi até à escola. Quando saí do carro, ajeitei o casaco e as luvas, estava um frio de rachar.

Caminhei até ao bosque e comecei a andar em direcção ao pequeno lago escondido, que agora já não se conseguia esconder de mim. O caminho para lá estava memorizado na minha memória para todo o sempre.

Desviei as últimas folhas antes de lá chegar, e vi-o em pé, à minha espera. Sorri e avancei até ele.

Derek puxou-me pela mão e parámos poucos centímetros antes de a água nos tocar.

- Vou-te só perguntar isto uma vez – e virou-se para mim – Tu amas-me?

Noutros tempos sentir-me-ia ofendida por esta pergunta, mas depois de tudo o que se passou não o posso culpar por fazê-la.

- Amo, com todo o meu coração – assegurei.

- Eu vou mudar de jogo – disse-me, enquanto entrelaçava as mãos nas minhas e me olhava nos olhos. Por momentos fiquei com medo de ouvir o que vinha a seguir – Eu quero que sejas feliz, mas fazer-te as vontades e dar-te coisas caras não é isso.

Sorri. Isso é exactamente o que lhe tenho andado a dizer desde que começámos a namorar. Permaneci em silêncio e esperei que continuasse.

- A partir de agora acabou tudo. Se tu dizes para eu ficar, eu penso em mim e decido se fico ou não, e se me dizes para ir, a mesma coisa. Não me volto a afastar sem ter a certeza que é o melhor para os dois.

- Eu concordo.

- Óptimo, porque isto não estava aberto a discussão – e fez o meu sorriso preferido. O sorriso de gozão misturado com uma pontinha de embaraço – Eu amo-te Chloe, por isso, e por favor, nunca mais me faças uma destas.

- Vou fazer o meu melhor. E tenho uma coisa que também te quero dizer. Eu falei com a Gwen, e cheguei a uma conclusão importante.

- Por falar na Gwen, como é que ela está? O namoro dela com o Gary deve andar tremido, ela ficou super assustada connosco…

- Ela… está a tentar assimilar, mas acho que eles estão bem. Ela ficou com um bocado de receio, e acho que isso é bom, porque assim levam as coisas mais devagar. Mas não era isso que te queria dizer.

- Tens razão, desculpa. Continua.

- Quando te conheci detestava vampiros. Se alguém me dissesse que um dia ia estar a dizer isto, eu chamava-lhe todos os nomes e mais alguns, e era capaz de lhe dar uma chapada – ele começou a franzir os sobrolhos, não estava a perceber nada – Durante o tempo em que estivemos separados, os meus irmãos desenrascaram-se muito bem sem mim. Mesmo com tudo, eles safaram-se lindamente, e eu não ajudei em nada. E percebi que a minha vida, praticamente desde sempre, tem sido à volta deles. Todas as minhas escolhas, tudo. E acho que está na altura de fazer uma escolha por mim. E sei que se eu ficar feliz, eles ficam bem. Não me vou separar deles, vou estar sempre perto para quando precisarem, tal com a relação da Verónica com eles, por exemplo.

- Onde é que queres chegar?

- Eu fiz uma escolha que nunca pensei fazer, e sei que podes não concordar ao princípio, mas que depois te habituas e gostas.

- Estás-me a preocupar.

- Tornar-me uma vampira. É o que eu quero. Quero ser como tu, para poder estar contigo.

- Chloe isso é… - respirou fundo e desviou o olhar – Porque é que dá a sensação de estares a fazer esta escolha mais por mim do que por ti?

- Não estou. Eu amo-te, e é verdade que quero ficar contigo. Mas neste momento estou a pensar em mim e na minha felicidade. E eu fico feliz contigo. Por isso, se quero ser feliz, tenho que ficar contigo.

- Suponho que queiras que te transforme…

- Isso significa que se te pedisse alinhavas?

- Não sei… tens a certeza que pensaste bem? Depois não há volta a dar.

- Eu sei. E pensei.

- Pensando em mim, não em ti, era capaz de alinhar nisso – e riu-se – Afinal, também sou feliz é ao teu lado.

Puxou-me para ele e beijou-me, enquanto ainda me agarrava nas mãos.

- Óptimo – disse-lhe, quando finalmente me parou de puxar para ele.

- Quando? – Perguntou-me.

- Após fazer dezoito anos e conseguir a custódia deles. Não falta assim tanto, podemos esperar.

- Concordo plenamente.

Sorri e contemplei de novo aqueles olhos e sorriso.

Ele estava de novo comigo, e o meu coração quase que rompia o peito de tanto bater. Ele estaria sempre comigo. Sei isso. Agora, mais que nunca, tenho todas as certezas que preciso.

Eu vou ser como ele. E vou estar com ele. E serei realmente, feliz para todo o sempre.

 

Fim

 

Ok, não fiquem indignados pela Charlotte continuar viva xD eu preciso dela xD

Então, gostaram? Quero saber tudinho ^^ (mesmo que seja péssimo)

15 comentários

Comentar post

Pág. 1/2