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Déjà Vu Sobrenatural

por Andrusca ღ, em 02.11.10

Capítulo 12

A primeira perda

 

Dirigíamo-nos agora para Mississípi para nos registarmos no primeiro hotel que encontrássemos. Havia uma casa assombrada para lá algures e nós íamos investigar.

Eu estava estendida no banco de trás do Opel, estava com os fones nos ouvidos e olhos fechados. Jason e Bryan vinham a discutir os melhores disfarces para este caso, mas eu sei que depois da discussão toda o mais provável era decidirem-se pelo FBI, como sempre.

Pararam o carro, espreitei pela janela e vi uma casa, muito parecida com uma fazenda, com uma placa a dizer motel. Tirei os fones dos ouvidos, pousei-os no banco e saí do carro.

- Ficamos neste motel? – Perguntei a Bryan.

- Sim, mas o Jason trata dos quartos, quando ele chegar vamos já de seguida para a tal casa.

- Ok.

Quando Jason chegou ao pé de nós, voltámos a entrar no carro e ele, com ajuda de Bryan e de um mapa, dirigiu-nos para a casa.

Nós achávamos que a casa era assombrada porque uma mulher e duas crianças tinham morrido lá, há uma semana, e a casa estava trancada do lado de dentro, logo, era impossível uma pessoa entrar lá e não deixar rastos. Como a casa estava vazia, há excepção dos mortos, só um fantasma podia lá entrar.

- Chegámos. – Disse Jason, rompendo os meus pensamentos.

Saímos do carro e observámos a casa. Era enorme, tinha o tamanho de duas casas iguais à de Phil, estava pintada num tom verde seco e tinha um quintal enorme, com montes de flores e árvores secas.

- A casa é enorme! – Exclamei. – Parece humilde, mas é quase o dobro da de Phil.

- Acho que temos muito trabalho a fazer. – Disse Jason.

- Vamos lá pôr mãos à obra. – Disse Bryan.

Entrámos na casa, a porta estava destrancada, e começámos a percorrê-la, com as armas carregadas de sal nas mãos. Não encontrámos rastos de fantasma nenhum, se lá havia um, não tinha deixado qualquer sinal. Procurámos por interferências, uma divisão mais fria ou até um quadro inclinado, mas não tivemos sorte nenhuma. Agora que estava dentro da casa, algo parecia estranho, a casa não parecia tão grande como aparentava ser do lado de fora.

Subimos até ao quarto em que as mortes tinham ocorrido, já estava tudo limpo e o quarto arrumado. Mesmo assim era esquisito estar aqui dentro, onde aquelas pessoas morreram. Senti um arrepio e olhei pela janela, por onde Jason e Bryan também estavam a ver o exterior. Vimos um camião de mudanças a aproximar-se.

- Não tinhas dito que a casa estava para venda? – Perguntou Bryan.

- E estava… - Respondeu Jason, atrapalhado.

- Nós não os podemos deixar aqui sozinhos… com o fantasma ou seja o que for…- Disse eu.

Descemos as escadas e eles foram ter com as pessoas que vinham num carro, que tinha estacionado atrás da carrinha das mudanças. Era uma mulher, duas gémeas que aparentavam ter cerca de 12 anos, um rapaz com cerca de 16 anos e um homem mais velho, da idade da outra mulher, provavelmente. Jason e Bryan falaram com eles, com a desculpa de serem canalizadores e de que a canalização não estava boa mas eles não acreditaram e prosseguiram com a mudança.

Eu estava encostada ao carro a observar tudo. Eles vieram ter comigo e mandaram-me entrar no carro, entraram também e Jason começou a conduzir. Escondeu o carro e pegámos nas armas, ficámos dentro do carro à espera que alguma coisa acontecesse.

Bryan foi a pé até uma estação de serviço comprar alguma coisa para comer porque já estava a anoitecer, e nós, provavelmente, iríamos passar ali a noite toda.

- É a primeira vez que ficas a vigiar uma casa? – Perguntou Jason.

- É. – Respondi, passando para o lugar da frente.

- Vais ver que não é nada de especial, o mais certo é nada acontecer, o fantasma sabe que estamos aqui logo…

- Vai evitar mostrar-se. – Concluí.

- Exacto. Tu és boa nestas coisas… faz-me perguntar o que aconteceu aquela Mel inocente que conheci.

- Às vezes também me pergunto isso. As coisas eram tão mais fáceis.

- Mas tu é que escolheste isto Mel…

- Eu sei, e não me arrependo… só que às vezes tenho saudades de acordar e não ter nada programado... agora é uma cidade por semana.

- Vê o lado positivo: fartas-te de viajar.

- Bem visto. – Disse, esboçando um sorriso.

- É bom ter-te aqui – e sorriu-me. Aquele sorriso não tinha nada a ver com os outros; era espontâneo e doce. Era o típico sorriso que Jason me costumava dar todos os dias.

- É bom estar aqui.

Bryan chegou pouco depois com dois pacotes de batatas fritas e umas sandes de queijo e fiambre. Comemos e depois voltámos a ficar sem nada para fazer. Eu continuava no banco da frente e Bryan estava todo encolhido, deitado no de trás a dormitar. Jason, que estava no lugar do condutor, já se tinha deixado de dormir e eu ia pelo mesmo caminho. Estávamos todos esgotados, não tivemos tempo nenhum para descansar desde que derrotámos o demónio das tempestades, assim que acabámos com ele viemos para aqui. Tentei combater o sono mas acabei por ceder. Acordei com a cabeça apoiada no ombro de Jason e ouvi uns ruídos. Peguei nos binóculos e olhei para a casa, as luzes estavam acesas e as pessoas estavam a gritar.

- Jason, Bryan, acordem, temos trabalho para fazer! – Disse eu, saindo do carro à pressa e desatando a correr para a casa.

Abri a porta e entrei e a família estava no hall, a olhar para uma parede, com umas inscrições em sangue, «Saiam».

- Mas que brincadeira é esta?! – Perguntava a mulher mais velha para as duas crianças lá presentes, o rapaz e uma das gémeas.

- Não fomos nós. – Disse o rapaz.

- Onde é que está a tua irmã? – Perguntou ela.

- Não sei. Ela foi com um senhor que saiu das paredes. – Respondeu a rapariga.

- Um senhor que saiu das paredes? – Perguntei. – Também o viste?

- Sim. – Respondeu ela.

Jason e Bryan tinham acabado de entrar.

- Quem são vocês? – Perguntou a mulher. – O que é que estão aqui a fazer? Saiam imediatamente! – Ela estava histérica.

- Nós queremos ajudar. – Disse Jason.

- Uma das raparigas foi apanhada. – Disse-lhe eu.

- Desculpem lá, isto é algum daqueles programas televisivos das partidas?! – Perguntou o homem mais velho.

- Não, isto é sério, muito sério. – Disse Bryan.

Ouvimos um estrondo e a porta da rua fechou-se. As luzes começaram a falhar e segundos depois apagaram-se. O homem mais velho usou um isqueiro para dar luz.

- O que é que se está a passar? – Perguntou a mulher, agarrada ao rapaz e à rapariga.

- Você tem um… - Começou Bryan a dizer.

- Isto é difícil de explicar… - Continuou Jason. – Especialmente porque depois nos vai chamar loucos…

- Você tem um fantasma em casa e ele provavelmente tem a sua filha. – Disse eu, rapidamente. – E nós conseguimos matá-lo, só precisamos que confiem em nós e que se mantenham juntos, e sim, eu sei que parece uma maluquice, mas não é.

Ficaram todos a olhar para mim, incluindo Jason e Bryan. Olhei para eles os dois e dei pela falta de uma coisa que nem eu me tinha lembrado de trazer.

- As armas? – Perguntei.

Eles levaram as mãos até ao cinto e ficaram a olhar para mim, sem dizerem nada. Com a pressa toda, não as tínhamos trazido e agora não podíamos ir ao carro buscá-las.

Passado um pouco eles acreditaram em nós, até porque estávamos todos lá fechados, e fomos todos para a sala.

Eu fui até à cozinha com o homem para buscar sal, para que o fantasma se mantivesse à distância.

- Ainda não acredito em vocês, sabes?! – Disse ele.

- Eu não preciso que acredite, preciso é que respeite.

Voltámos para a sala e eu espalhei sal, de forma a fazer um círculo grande o suficiente para que a família lá coubesse dentro. Fui-me juntar a Jason e Bryan, que estavam a discutir o que fazer.

- O que é que fazemos agora? – Perguntei.

- Eu vou procurar a rapariga e o Bryan vai até à cave, ver se consegue ligar os fusíveis, por causa das luzes. Tu ficas aqui com eles ok?

- Tudo bem. – Respondi.

- Tem cuidado, não sabemos que tipo de fantasma é, só sabemos que é muito violento.

Voltei para ao pé da família. O rapaz não ligava muito à coisa, e o tio dele, o homem mais velho, gozava a toda a hora com os fantasmas, a mãe do miúdo e das gémeas estava ainda agarrada à filha, com uma cara muito triste. Deve ser uma coisa terrível, inimaginável, não se saber onde a filha está e se está viva ou morta.

Jason e Bryan já se tinham ido embora há um tempo e eu já não podia ouvir Richard, o tio, que estava sempre a gozar com o sobrenatural e a fingir barulhos de fantasmas. Comecei a ouvir qualquer coisa vinda das paredes e levantei-me.

- Entrem dentro do círculo de sal. – Pedi. – Está aqui alguma coisa.

Aproximei-me da parede e encostei o ouvido mas os barulhos pararam. Vi um homem, já velho, a vir para ao pé de nós. Como era um fantasma e eu não conseguia lutar com ele, corri para dentro do círculo de sal. Ele aproximava-se, lentamente.

- O que é que fazemos agora? – Perguntava a mulher, em pânico.

- Calma, ele é um fantasma, não pode passar pelo sal. – Disse eu.

- Mas e se puder? – Perguntou Richard.

- Então, agora já acredita?! Não se preocupem, fantasmas não podem passar pelo… - Vi o homem a pôr o pé dentro do círculo. - … Sal.

Dei-lhe um murro, embora sabendo que se fosse um fantasma não adiantaria de nada, mas para meu espanto, não era, era um ser vivo, com um corpo real, que sentiu o meu murro e deu um passo atrás.

Saí do círculo e comecei a atacá-lo, ele empunhou uma faca e acertou-me no braço, fazendo-me um corte. Dei-lhe um pontapé mas ele, apesar de já parecer ter uma idade avançada, era muito duro, não recuou nem um passo e mandou-me contra uma mesinha pequena. Caí no chão e quando me levantei ele ia ter com a família, corri até ele e saltei-lhe para cima, empurrando-o. Ele voltou-se para mim e num movimento brusco mandou-me ao chão, pegou na faca e quando a ia espetar em mim deu um grande voo, caindo no chão. Vi Bryan ao pé de mim, tinha empurrado “a coisa” e vi Jason lá ao fundo, tinha uma lanterna na mão e apontou-a para “a coisa”, que fugiu instantaneamente, não sei por onde. Bryan estendeu-me a mão e ajudou-me a levantar.

- Com que então fantasmas não passam pelo sal?! – Refilava Richard.

- E não passam. Ele não era um fantasma, a não ser que fantasmas consigam cortar linhas de electricidade e de telefone. – Disse Bryan. – Já para não falar do facto de ter corpo.

- Estás bem? – Perguntou-me Jason.

- Estou, é só um corte. O que é que era aquela coisa?

- Eu acho que era um homem. Não era um demónio e obviamente não era um fantasma… ele parece-se com um wendigo mas…

- … Humano. – Completei. – Ele tem que estar por aqui algures, é impossível ter-se evaporado.

Dirigi-me à parede a que me tinha encostado antes de ele chegar e virei-me para de onde ele tinha vindo. Era de outra parede.

- O que é que estás a pensar? – Perguntou Bryan.

- A casa vista de fora parece o dobro da de Phil, mas de dentro tem mais ou menos o mesmo tamanho. Antes de o homem chegar ouvi uns barulhos vindos das paredes… e se a casa continua, para lá das paredes? – Perguntei.

- Achas possível? – Perguntou Jason.

- Neste ponto? Acho tudo possível.

Bryan ficou com a família, que agora já tinha noção do perigo e eu e Jason fomos investigar a casa mas não encontrámos parede nenhuma que cedesse.

- Tens a certeza que estás bem? O braço não parece em muito bom estado, o corte parece um bocado fundo. – Disse ele.

- Agora está a doer um bocado mais, mas não é nada de especial.

- Não queres ir desinfectar? A casa de banho é ali, eu posso continuar sozinho, depois encontramo-nos na sala.

- Ok, nesse caso… – Respondi eu, entrando na casa de banho.

Procurei por qualquer coisa para desinfectar o corte e depois fiz um curativo rápido com umas ligaduras que lá encontrei. Quando ia a sair ouvi uns ruídos. Aproximei-me da parede inversa à porta e esta abriu-se, como uma porta. Do outro lado estava uma divisão, do mesmo tamanho que a casa de banho mas não tinha nada.

Fui andando e passei numa divisão que tinha uma janelinha, muito pequena, como a que a sala tinha. Espreitei e vi Bryan, a mulher, o rapaz e a rapariga, mas não vi Richard, o tio. Continuei a andar e ouvi passos, virei-me mas não vi ninguém.

- Olá? Está aí alguém? Olá?

Ninguém me respondeu por isso continuei. Quando cheguei à cozinha vi a irmã gémea da rapariga que estava na sala. Estava amarrada e tinha montes de ratos ao lado. Aproximei-me dela e desamarrei-a, continuava a ouvir passos e quando me ia a aproximar, com ela pela mão, ouvi um grito horrível. Começámos a correr na sua direcção e vi Richard, o tio, estendido no chão. Tapei os olhos à rapariga e comecei a avançar rapidamente, com ela, até porque Richard tinha gritado poucos segundos antes de o acharmos, logo o homem/quase wendigo/canibal estava perto.

Saímos pela casa de banho e corremos escadas abaixo. Levei-a até à sala, e ela correu para ao pé da sua mãe e dos irmãos. Fui ter com Jason, que já lá estava e Bryan.

- Encontraste-a… como? – Perguntou Jason. – Pensava que ias só desinfectar a ferida.

- E ia, mas ouvi uma coisa nas paredes e depois houve uma que se abriu e eu entrei… encontrei-a mas…

- O que é que foi Mel? Não pareces lá muito bem. – Observou Bryan.

- Eu fui seguida, pelo Richard, ele… ele foi apanhado, eu não sabia que ele estava lá e ele… está morto. – Pronunciei, com dificuldade.

- Mel…

- Eu vou ter que dizer à irmã dele, ela merece saber. – Disse eu. – Apesar de ainda não saber como. – Sussurrei, chegando-me ao pé dele.

- Queres que eu diga? – Notou-se que estava preocupado comigo, com o impacto que aquilo poderia ter em mim.

- Não, obrigado, mas isto tenho que ser eu a fazer…

Pedi para as crianças irem para ao pé de Jason e Bryan e disse o que tinha sucedido à irmã de Richard, que ficou destroçada. Fui até à cozinha buscar-lhe um copo de água e os barulhos na parede começaram de novo, aproximei-me de uma, que se abriu e fui puxada para dentro. Senti uma pancada na cabeça.

Acordei sentada e amarrada no chão de uma divisão vazia, de dentro da parede. O homem estava lá, quando se virou para mim tinha a boca suja de sangue e um rato, meio ruído na mão.

- Acho que vou vomitar. – Murmurei. Ele esticou a mão com o rato para mim, para mo oferecer para comer. – Não obrigado… eu passo.

Ele mordeu o rato que começou a mastigar. Esforcei-me para não vomitar e estava a tentar soltar-me sem fazer movimentos bruscos, para não o alarmar, mas não conseguia nada. Não tinha nem um canivete para me ajudar e como as cordas estavam, só com um milagre é que conseguia sair dali sem ajudar.

- Sobremesa. – Disse ele, virando-se para mim, com a faca na mão.

- O quê? Sobremesa? Eu…? – Perguntei, enquanto ele se aproximava cada vez mais de mim.

Recomecei a tentar soltar-me, agora já sem querer saber se fazia movimentos bruscos ou não, só queria era sair dali, mas as cordas estavam demasiado apertadas. Ele tinha a faca muito próxima do meu peito quando senti as cordas a desenrolarem-se, sozinhas… num movimento brusco afastei-me do homem e dei-lhe um pontapé, que, como não estava à espera, o fez cair. Apanhei a faca e apontei-a a ele, ele veio a correr direito a mim e espetou-se, com toda a força na faca, mandou-me ao chão e caindo em cima de mim. Quando o desviei vi Jason e Bryan a olharem para nós. Ajudaram-me a levantar e saímos dali.

Não sei se era pelo facto do sangue que tinha na roupa, ou pelo sangue ser do homem horrendo, ou até por me fazer lembrar o sangue de Richard espalhado no chão, mas demorei alguns segundos até parar de tremer completamente. Até me sentir segura em cima das minhas próprias pernas.

Voltámos para junto da família e depois de lhes explicarmos algumas coisas saímos de lá. Fomos buscar as coisas ao motel, tomar um banho, e dirigimo-nos à casa de Phil.

Quando lá chegámos eles ficaram na sala a conversar enquanto eu fui para o quintal e sentei-me numa rede de baloiço que estava lá pendurada em duas árvores.

Passado um bocado ouvi passos a chegarem ao pé de mim.

- Ah, estás aí. – Disse Jason, sentando-se ao meu lado. – Como é que estás?

- Ele morreu por minha causa Jason… como é que achas?

- Não foi culpa tua Mel… ele é que te seguiu, tu não tinhas maneira de saber.

- Se tivesse prestado mais atenção… mas estava tão concentrada em descobrir o resto da casa que nem liguei… - Disse, escorrendo-me uma lágrima.

- É sempre mau perder alguém… mas não havia nada que pudesses ter feito, e além disso aquela rapariga está a salvo por tua causa.

- Mas o tio dela não.

- Mel, sabes a primeira regra para o que fazemos?

- Salvar as pessoas?

- Não. Ficar vivo. Se morreres nunca mais podes ajudar ninguém. Ficar vivo é com o que tens que te preocupar em primeiro lugar… e depois é matar o monstro. Tudo o que conseguires a partir daí é um bónus. E sim, nós esforçamo-nos para que ninguém morra durante a caçada mas… - Fez com que olhasse para ele. – Nós nunca vamos conseguir salvar toda a gente. As pessoas vão sempre morrer, seja de que maneira for.

- Eu sei… mas até agora ainda não tinha perdido ninguém e…

- Isso é bom. Não podes ver as coisas desse prisma, tens que ver que salvaste uma miudinha que está agora com a sua família e além disso, desde que te juntaste a nós já salvámos muitas mais pessoas e vamos continuar a salvar.

- Eu sei.

Ele levantou-se e começou a encaminhar-se para dentro da casa.

- Jason. – Gritei. – Acho que estava errada, acho que talvez o rapaz que conheci há cinco anos ainda aí esteja… - Ele sorriu, e em seguida entrou em casa.

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