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Spotlight

por Andrusca ღ, em 02.12.10

Bem, este capítulo vem mais cedo do que o previsto.

Agradeçam à Calypso. Este capítulo é teu ;)

 

Capítulo 5

Hidratos de Carbono * Parte 2

 

Seth

 

Conversámos durante algum tempo, ela era simplesmente fantástica. Tudo o que sempre desejei mas que nunca soube que existia. Agora percebo porque é que o resto da alcateia fica tão bem quando têm as suas marcações com eles. É um sentimento único.

Falei-lhe sobre La Push, sobre os meus amigos, mas ocultei a parte em que somos lobisomens e lutamos com vampiros, achei que não era lá muito adequado. Mas planeava contar-lhe. Tenho que lhe contar. Só não sei como. Mas também ainda é cedo. Ainda nem sei se isto vai a algum lado. Se bem que o Sam diz que quando marcamos alguém, essa pessoa também nos ama de volta. Mas não sei. Ela uma actriz famosa e cheia de dinheiro, porque se iria interessar por um rapaz como eu?

- Seth! – Praticamente que me gritou, e em seguida riu-se – Estavas a divagar de novo.

Pôs mais um pedaço de chocolate na boca.

- Fala-me de ti – pedi.

- O que queres que diga?

- Qualquer coisa.

- Bem, a minha vida está toda nas revistas, não sobra muito para dizer…

- Vá lá, deves ter um segredo qualquer que seja só teu.

- Bem…

- Nem um? – Bolas, porque é que fui insistir? Que estupidez! Mesmo que tivesse um segredo só dela, nunca o iria partilhar comigo. Bolas Seth, és tão parvo!

- Bem, há um – disse – Prometes que não contas a ninguém?

- Prometo.

- Eu descobri que a minha mãe estava num hospício através das revistas.

- O quê? – Fiquei totalmente chocado. E fiz esta pergunta idiota. Bolas, não digo nada de jeito.

- Eu tinha doze anos, e o meu pai dizia-me sempre que a minha mãe ia viajar, e um dia abri uma revista e lá estava – continuou ela.

- Lamento imenso – Lamento imenso? Mais vale atirar-me de uma ponte já.

- Não faz mal, já me habituei. O problema em ser-se famoso é que não há segredo que resista. É uma falta de privacidade enorme.

- Sim, é horrível. Mas tu pareces safar-te bem.

- Aprendi uns truques com o passar dos anos.

A porta do quarto abriu-se exactamente quando Alyson estava a pôr um dos últimos pedaços de chocolate na boca, e entrou um homem muito bem-parecido e com alguma semelhanças a ela.

- Ally, o que é que estás a fazer? – Perguntou-lhe.

- Bem… - por momentos pareceu-me aflita, será que devia dizer algo? Ou então deixava-a falar? Ou então… a sua expressão aliviou e senti-me melhor – Estou a comer hidratos de carbono.

- O que é que a Sarah vai dizer disso? – Perguntou o homem, com um ar reprovador – E quem é este rapaz?

- Pai, este é o Seth, conheci-o há bocado. E a Sarah não precisa de saber.

- Prazer em conhecê-lo – disse eu, apertando a mão ao homem – Se não se importam que me intrometa, quem é a Sarah?

- É a minha agente – disse Alyson.

- Oh, ok.

- Ally, tens a certeza que ele é confiável? – Perguntou o homem. Que bom, o pai não gosta de mim.

- Sim pai – disse Alyson.

- Olha que disseste o mesmo do último, e ele era um…

- Eu sei pai – interrompeu-o Alyson – Ele enganou-me, ok?

- Talvez seja melhor eu ir – disse eu. O que menos queria ir arranjar-lhe sarilhos com o pai.

Não queria ir-me embora sem lhe dizer mais nada. Sem lhe dizer como chegar a La Push ou como me contactar, se o quisesse. Queria combinar encontrar-me com ela amanhã, ou ainda mais logo. Mas não podia combinar nada com ela agora. Não assim. Podia soar completamente desesperado, e aí sim, ela ainda pensava que era algum tipo de perseguidor.

 

Alyson

 

Ao ouvir Seth dizer que se ia embora ia-me dando uma coisa má. Não queria que fosse já. Queria saber como poderia falar com ele, quando o poderia ver de novo. Não sei porquê, mas sinto esta grande necessidade de estar com ele.

Seth levantou-se, deu-me um sorriso, mais um aperto de mão ao meu pai e dirigiu-se à porta. Se ele saísse por aquela porta poderia nunca mais o ver novamente. Poderia perder todas as oportunidades do mundo. Não. Isso não podia acontecer.

- Seth! – Gritei, mais alto do que pretendia, enquanto me levantava apressadamente. Ele virou-se para trás e eu basicamente corri até ele, e sorri – Desculpa mas… podemo-nos encontrar amanhã?

- Tens a certeza? – Perguntou.

- A não ser que não queiras… - boa, é isso mesmo Alyson, só sabes é estragar tudo.

- Não, é claro que quero, só fiquei surpreendido. Queres que venha aqui ter?

- Claro, pode ser. Aí às três da tarde?

- Três da tarde é perfeito.

- Óptimo, está combinado.

- Vejo-te amanhã – sorriu-me uma última vez e saiu.

Voltei-me para o meu pai e caminhei devagar até à mesa onde estava o último pedaço de chocolate.

- Desculpa querida – disse o meu pai – Posso ter exagerado.

- Não quero falar – disse-lhe, pondo o chocolate na boca – Só quero aproveitar o sabor do último bocadinho de hidratos de carbono.

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