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Spotlight

por Andrusca ღ, em 06.12.10

Este capítulo é só a parte um... se houverem muitos comentários (de várias pessoas, não vale comentarem muitas vezes xD) posto a segunda parte ^^

 

Ps. Eu ando a postar dois capítulos (praticamente) por dia, vocês não se cansam? xD

 

Capítulo 11

Discussões * Parte 1

 

Seth

 

Levei Alyson ao hotel no Rabbit do Jacob mas tive que estacionar umas ruas antes porque ela tinha medo dos paparazzis. Caminhámos até à porta do hotel onde vimos o seu pai. Ficámos parados durante algum tempo enquanto ele falava.

- Soa interessante – dizia ele, ao telemóvel – Sim, com certeza. Vou falar com ela e depois podemos falar melhor as coisas. Com certeza. Sim. Com licença.

Desligou o telemóvel e guardou-o no bolso.

- Trabalho? – Perguntou-lhe Alyson.

- Sim, na verdade, também te inclui – disse ele, olhando em seguida para mim e hesitando no mesmo instante.

- Não faz mal pai, fala – pediu Alyson.

- Muito bem – ele concordou, mas não parecia lá muito confortável – Era a Sarah, ela tem um filme para nós.

- Nós? Queres dizer que vamos finalmente fazer um filme juntos? – Ela parecia entusiasmada – Quais são os papéis?

- Bem, eu vou ser o vilão, e tu vais ser a rapariga inocente que é raptada e depois resgatada pelo…

- Pelo… - esperou ela, impaciente.

- Tom McCallin, o teu namorado no filme. É a continuação do que fizeste mais recentemente – disse-lhe o pai, também super entusiasmado. Tom McCallin? Bah, odeio esse tipo. Só de pensar que já tocou, agarrou e beijou a minha Alyson… controla-te Seth, não dês um escândalo.

- Bem… isso é óptimo pai – Fixe, Alyson parecia estar a ficar menos entusiasmada.

- O que foi querida? – Perguntou-lhe o pai.

- Bem só… eu quero ser a má do sítio, a vilã, a que mete as pessoas em pontas dos cabelos…

Não consegui evitar sorrir.

- Querida, o público gosta de ti como indefesa – disse-lhe o pai dela – Por isso é assim que vais continuar. Agora talvez seja melhor deixares o teu amigo ir embora, certamente que tem mais coisas para fazer.

Alyson olhou para mim com uns olhos de quem pedia desculpa, e em troca sorri-lhe. Depois do que a minha mãe lhe tinha dito, aquilo não me tinha afectado nem um pouco.

- Bem, então depois falamos… - disse-lhe.

- Pois, adeus… - ela sorriu-me.

Oh Deus, como queria agarrá-la e abraçá-la neste momento. Mas em vez disso dei meia volta e dirigi-me ao Rabbit.

Não me apetecia voltar para casa. Não me apetecia voltar a olhar para a minha mãe. Não ainda.

 

Alyson

 

Entrei para a suite com o meu pai e ele sentou-se no sofá todo descontraído.

- Pai – disse eu, um pouco chateada – aquela cena ao pé do Seth era escusada.

- Que cena? – Perguntou, todo inocente.

- O olhar.

- Que olhar?

- Pai!

Ele sabia exactamente do que estava a falar. Na altura não disse nada porque Seth estava connosco e não achei que fosse a altura indicada, mas se ele pensa que me esqueci, está muito enganado.

- Desculpa querida.

- Não me venhas com ‘querida’. A sério pai, eu já te tinha dito que podíamos confiar nele.

- Tu não o conheces. E se acontecer o mesmo da última vez?

- A última vez não é um exemplo! Quantas mais vezes é que me vais atirar isso à cara?!

- Ninguém te está a atirar nada à cara Alyson. Só estou a dizer que cuidado nunca fez mal a ninguém.

- Ele é meu amigo!

- Desde quando? Conhece-lo há meia dúzia de horas e de repente já é teu amigo?! Alyson, as pessoas como tu e eu não podem dar a confiança assim de um momento para o outro!

- Estás enganado.

- A confiança tem que ser merecida!

- Não. A confiança é uma dádiva. Eu tenho que dar para receber.

- E como é que sabes que ele não vai trair a confiança? Hã? Ele não a mereceu.

- Nem eu. E mesmo assim ele confia em mim.

- Como é que sabes?

- Pai… - como é que sei? Simplesmente sinto, não é uma coisa que consiga explicar – tu não confias nele, tudo bem. Podes ao menos confiar em mim? Por favor.

- E se isto tiver os mesmos resultados da última vez?

- Então não precisas de te preocupar, porque de certeza que não vou voltar a confiar em ninguém tão cedo.

Fui para o quarto e fechei a porta, mandei-me para cima da cama e permaneci quieta. Sentia-me como uma criança amuada.

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