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Spotlight

por Andrusca ღ, em 21.12.10

Dedico à Tila porque ela hoje faz aninhos! ^^

Parabéns querida :D

 

Capítulo 30

A Primeira Experiência

 

Seth


- Tens a certeza que queres fazer isto? – Perguntei a Alyson, pela milionésima vez.

- Tenho. Fica descansado, vai correr tudo bem.

Olhei para Sam e Quil, que estavam do outro canto da sala de Emily. Não gostava nada desta ideia. Nada de todo.

E então o sanguessuga do Tom entrou. Odeio ter que o deixar a sós com a minha Alyson para as gravações. Ele não se controla. Pode parecer que sim, mas é impossível. Ele tem uma semana como vampiro, não é possível que já se controle bem.

Ele vinha com aquele sorriso de orelha a orelha de estrela de Hollywood e com aquele cabelo perfeito. Para não falhar dos milhões de dólares, que eu nunca terei para agradar a Alyson. Mas agora estava a dispersar. O importante era que ele não magoasse ninguém.

- Seth, acorda – disse a minha princesa, tocando-me no peito. Olhei para ela – Eu tenho que ir, as gravações vão começar.

Pôs-se em bicos de pés e deu-me um beijo suave nos lábios, e começou-se a afastar com aquele sanguessuga.

Embry foi com eles, concordámos que não iria eu pois eles tinham receio que eu fosse disparatar quando a parte do beijo chegasse. Ai, a parte do beijo! Que raiva. Às vezes detesto que a Alyson seja actriz.

Ela devia ser minha e só minha, e não andar aí a beijar outros tipos.

 

Alyson


Fui com o Tom, que já tinha as lentes de contacto, e Embry para o local das gravações e deixei-os sozinhos para me ir vestir e maquilhar.

O meu telemóvel vibrou e vi que era uma mensagem do Seth: Se acontecer alguma coisa diz-me logo Ally, por favor. Beijos, amo-te.

Suspirei. Ao pé dele não deixei mostrar, mas a verdade é que também estou um bocado nervosa em ter que estar tão perto de Tom. Quer dizer, eu sei quem ele é… mas será que no que se transformou não o muda nem um bocadinho? Não, eu não posso pensar assim. Vai correr tudo bem.

Mas depois há o beijo. Já beijei Tom várias vezes em várias cenas, mas nunca desde que comecei a namorar com Seth, e não sei, faz-me parecer com uma traição. Mas ele sabe que não é nada disso. É apenas o meu trabalho. E eu também sei disso. É apenas trabalho.

Mandei uma mensagem a Seth a dizer para que não se preocupasse, e que quando as gravações acabassem, eu ia logo ter com ele.

Despachei-me e fui ter com o resto da equipa. Vi Embry, escondido entre os ramos, a vigiar cada passo que Tom dava.

- Vamos? – Perguntou Tom, para mim.

- Claro, vamos – disse-lhe.

Aproximámo-nos de uma árvore, na outra ponta de onde Embry estava, e sentámo-nos encostados a ela.

- Prontos? – Perguntou o produtor – Gravem.

- Aqui é pacifico… faz-me lembrar o dia em que nos conhecemos – disse Tom.

- Pois… apesar de nessa altura te ter detestado – soltei um pequeno riso.

Ele virou-se para mim, levantou-se e deu-me as mãos para me ajudar também a levantar.

- Nós temos problemas – O quê? No guião não está assim, mas o produtor não disse nada, vamos lá ver. Bah, odeio ter que improvisar –, mas não te preocupes. Somos nós, e o resto são míseros pormenores. Tudo não passa de um grande pormenor. E poderemos mesmo estar juntos.

Ok, vai dar ao mesmo do que estava no guião, mas com estas falas, e vindas dele, parece tudo tão profundo, tão sincero. Tão nada representado ou treinado.

Um momento de silêncio apareceu e percebi que queriam que eu dissesse alguma coisa. As frases do guião já tinham ido à vida, não fariam sentido agora. “Pensa Alyson, pensa”, exigi-me.

- Eu sei – disse-lhe – Já nada importa… és tu e eu, nós, e o resto… o resto há-de se resolver.

E então puxou-me para ele e beijou-me. Senti-me terrível neste momento, e o esforço que fiz para sorrir depois, por estarmos a gravar, foi mais que doloroso. Não me senti mal por ele ser um vampiro. Senti-me mal por ele não ser o Seth.

Assim que ouvi a palavra “Corta”, fui para a roulotte. Esta era a única cena de hoje que iam precisar de mim. E ainda bem que apesar de Tom ter começado a improvisar, conseguimos filmá-la à primeira.

Voltei a mudar de roupa e dirigi-me para a casa de Emily, passando por Embry.

- Estás bem? – Perguntou-me.

- Estou – forcei um sorriso – Porquê?

- Nada só… não pareceste lá muito contente… ele magoou-te?

- Não Embry, obrigado. O resto do pessoal está na casa da Emily?

- Sim, eles disseram que iam ficar por lá.

- Obrigado.

Ao menos agora sabíamos que Tom se conseguia controlar, apesar de não ter gostado nada de ter sido a sua cobaia. Mas pronto, a primeira experiência teve bons resultados.

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