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Spotlight

por Andrusca ღ, em 23.12.10

Capítulo 32

Investigação

 

Seth

 

Passou-se mais uma semana, e tinham dado uma semana de pausa nas gravações, o que calhava bastante bem pois o casamento do Sam e da Emily estava mesmo aqui à porta.

Nesta semana desapareceram mais duas pessoas, e cada vez que deixava Ally ir sozinha para as gravações morria de medo por dentro. Agora que penso bem, talvez não tenha sido a ideia mais inteligente provocar Tom.

Continuava com todas as certezas de que tinha sido ele a raptar aquelas pessoas, mas de novo, não tinha provas nenhumas.

- Onde vais? – Perguntou Alyson, ao ver-me sair do quarto.

Eu tinha passado a noite no hotel, com ela, mas supostamente ela ainda devia estar a dormir.

- Vou sair, patrulhar com a alcateia – aproximei-me dela e dei-lhe um beijo leve nos lábios.

- Está bem. Tem cuidado – disse-me, virando-se sonolenta para o outro lado.

Sorri ao vê-la assim. Se sonhasse que lhe estava a mentir e que não ia patrulhar com a alcateia, virava uma fera pior que eu quando me transformo. Acho que ainda não a tinha visto verdadeiramente chateada, nem tenciono. Mas há certas coisas que têm mesmo que ser feitas, e esta infelizmente é uma dessas.

Saí do quarto e em seguida da suite, e quando ia a sair do hotel, uma voz chamou-me.

- Rapaz! Seth! – Ouvi. Voltei-me para trás e congelei enquanto engolia em seco. O pai da minha princesa dirigia-se a mim e eu não sabia o quanto informado ele estava sobre o meu relacionamento com a sua filha.

- Sim senhor? – Perguntei, quando ele chegou ao pé de mim.

- Andas a namorar com a minha filha? – Engoli em seco – Não precisas de responder, já deu para perceber.

- Senhor, eu quero que você saiba que…

- Pára. Gostas dela? Dela mesmo, e não do dinheiro ou da fama?

- Eu posso assegurar-lhe que não desejo ser famoso… e o dinheiro dela também não é o que me atrai.

- Muito bem.

Começou a andar para a rua e eu fiquei a olhar para ele feito parvo.

- É só isso? – Perguntei.

- Que mais querias? – Ele voltou-se para mim – Só quero que ela seja feliz.

- Obrigado.

- Trata-a bem.

Apanhou um táxi que lentamente se começou a desviar, e então aumentou a velocidade.

Voltei para La Push no Rabbit do Jacob e transformei-me em lobo.

À medida que entranhava no bosque, os instintos iam aumentando, estava mais animal que humano. Mas não me podia deixar ir, tinha que me concentrar.

Acabei por apanhar o cheiro de Tom, ainda que muito disperso, e segui-o.

Se ele não tinha nada a esconder nem era culpado de nada, então porque é que tinha vindo para tão longe no bosque?

Corri durante um bom bocado, porque o cheiro estava a começar a desaparecer. Ele já não devia vir aqui há uns tempos.

Avistei uma cabana ao longe. Isto já não devia pertencer a La Push, senão a alcateia tinha-a visto.

Caminhei lentamente e em alerta até lá e como o cheiro de Tom já se tinha dissipado, achei seguro voltar à forma humana, até porque não ia conseguir abrir a porta de outra maneira.

Depois de vestir os calções, rodei a maçaneta e empurrei a porta para trás com força. A cabana estava completamente vazia.

Havia apenas uma porta, e dirigi-me a ela. Conforme me aproximava, um mau cheiro que já se notava fora da cabana, ia-se intensificando.

Ao abrir a porta, vi três corpos e comecei a tremer que nem um desalmado.

Eu sabia! Antes podia estar certo pelos motivos errados, podia acusá-lo por não gostar de como ele é com a Ally, mas agora sim, agora estou certo pelos motivos certos! E é mesmo ele que anda a matar estas pessoas.

Era bom demais um vampiro recém-criado não ter sede e saber-se controlar.

Por momentos só desejei ter trazido alguém comigo, mas as imagens dos meus pensamentos e recordações seriam suficientes para convencer Sam e o resto da alcateia.

Os meus tremores começaram a piorar quando comecei a sentir o cheiro de Tom de novo.

Virei-me para a entrada da cabana e deixei que o lobo em mim tomasse o controlo.

Ele apareceu com um sorriso na cara. Nem morto que o ia deixar aproximar-se mais alguma vez da minha razão de existência.

Corri até ele pronto a fincar-lhe os dentes e andámos à luta durante uns tempos, até que ele me conseguiu mandar contra a parede e eu fiquei lá caído. Doía-me a pata direita, da frente, e já estava extenuado. Mas não o podia deixar ir assim, não podia.

Ele aproximou-se de mim e deu-me com o braço, o que me fez começar a ver tudo à roda.

Vi-o aproximar-se de novo da porta e sorrir-me outra vez.

- Vamos ver de quem é que ela é – disse-me, desafiante, fechando a porta em seguida.

Queria-me levantar, ir ter com Ally e protegê-la, mas não consegui, e em poucos segundos, desmaiei.

 

Que acharam?

É que eu estou a começar a achar

que está muito prevísivel :s

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