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Espinhos de Rosas

por Andrusca ღ, em 21.09.10

Este é o meu segundo capítulo preferido (o primeiro é o último xD)

Espero que gostem tanto quanto eu... e acho que o titulo já ajuda a descobrir o que acontece...

 

Capítulo 14

O Beijo da Morte

 

- Chloe, acorda… - era apenas um murmúrio, mas depois tornou-se cada vez mais forte.

Virei-me para o outro lado e cobri a cabeça com o lençol e o cobertor.

- Chloe, vais chegar atrasada! – Era a voz da minha irmã.

- O que foi? – Resmunguei – É sábado, deixa-me dormir.

- Chloe! – E começou-me a abanar.

Virei-me de repente e inclinei-me, ficando sentada.

- Abby, o que foi?! – Olhei para o despertador – Nove e meia?!

- Desculpa, mas a Verónica telefonou e disse-me para te lembrar que ias ter com ela agora.

Voltei a deitar-me.

- Diz-lhe que eu depois vou ter com ela – pedi.

- Mas ela já desligou. E agora eu já estou acordada e não vou conseguir voltar a dormir.

- Ok! – Eu desisto, quando estou finalmente a dormir acontece sempre qualquer coisa que me acorda – Ok, eu vou.

Arrastei-me para a casa de banho e lavei a cara. Vesti-me e fui tomar o pequeno-almoço. Deixei Abby a tomar o dela e pus-me no carro.

Fui até ao Giant Springs Park e assim que estacionei o carro vi Verónica. Comecei a caminhar até ela e ela aproximou-se também de mim.

- Bom dia! – Exclamou, cheia de alegria.

- Só se for para ti – reclamei – Eu disse que vinha ter contigo às onze horas…

- Eu sei, mas a manhã está tão linda.

- Para estar na cama, o céu está cheio de nuvens. Vê-se mesmo que vocês não dormem…

Ele deu uma risada e depois começámos a andar. Bocejei.

- Estás assim tão mal? – Perguntou.

- Isto já passa. É que ontem estive acordada até tarde e…

- Estiveste com o meu irmão?

- Não, quer dizer sim, mas só até às nove, ele depois foi-se embora.

- Interessante… ele não passou a noite em casa. Mas não te preocupes, não é incomum. Ele chegou há bocado.

- Ok… então e o que é que querias falar comigo?

- Bem… eu quero que saibas que nós queremos que te sintas bem com o segredo.

- Eu acabei de acordar, podes resumir?

- Eu estou aqui, se tiveres alguma pergunta, podes perguntar à vontade.

- Ah, ok – Fizemos um momento de silêncio e ela ficou a olhar para mim – Oh, queres dizer agora… ok hum… - Talvez ela me diga – Como é que se mata um vampiro?

- Porque é que queres saber?

- Bem, eu agora sei sobre vocês, e podem aparecer vampiros maus e não sei, pode ser que precise…

- Chloe… tu nunca vais precisar de matar um vampiro.

- Porquê? Tu não sabes isso.

- Não leves isto a mal, mas se algum dia tiveres o azar de ir contra um vampiro que te queira mal, ele faz-te a folha sem tu sequer dares por isso.

- Ok, não vou discutir aí. Mas não devia ao menos tentar proteger-me?

- Tu não o ias ver aproximar-se, não ias conseguir reagir a tempo, já para não dizer que ele tem dez vezes mais a tua força.

- Só dez?

- Para ser simpática.

- Ok… outra, como é que conseguem controlar a sede?

- Hum… vamos ver… supões que estás esfomeada, e que vais ao McDonald’s, mas levas a Abby contigo, que também está cheia de fome.

- O que é que isso tem a ver?

- Calma. Vem o primeiro hambúrguer, e tu, como boa irmã, deixas a Abby ficar com ele. Depois vem outro, mas a Abby continua esfomeada e come-o também. E depois outro, e depois outro.

- A minha irmã não come assim tanto – murmurei.

- E depois mais um e outro a seguir. Quantos hambúrgueres é que ias conseguir ver passarem-te à frente antes tirares um e comê-lo?

- Não sei, depende da fome que tenha… é isso que acontece com vocês?

- De certa maneira sim, mas um bocadinho diferente. O teu estômago ronca e sentes fome, enquanto em nós é a garganta que arde e sentimos sede.

- Hum…

- Então, pondo as coisas assim, nós humanos somos como batidos de morango gigantes e ambulantes para vocês?

Ela voltou a rir-se.

- Mais ou menos isso. Mais alguma pergunta?

- Porque é que não matam pessoas? – Olhei para os olhos dela à espera de ver algum desconforto, mas não vi nenhum. Ela parece estar bem à vontade com esta história toda.

- Porque fomos criados assim, e mesmo se não fôssemos acho que não íamos matar na mesma… a nossa tia ensinou-nos logo como sobreviver sem matar, e nós gostámos da ideia. Repara, o que a maior parte dos vampiros se esquece é que houve um dia em que também foram humanos. Nós não nos esquecemos disso.

- Hum… o que é que gostas mais, AO- ou AB+? – Perguntei, no gozo.

- Engraçadinha – ela usou o mesmo tom de gozo que eu – Depende de qual for o teu – e fez uma cara de má.

- Hum… acho que não te vou contar – Ao passar-me outra pergunta pela cabeça senti-me a corar, mas fiquei calada, na expectativa que ela não reparasse.

- Porque é que estás corada? No que é que estás a pensar? – Pois sim, uma vampira que não me ia reparar a corar, acho que estou a sonhar demasiado alto.

- Não é nada – menti, apesar de não acreditar que ela fosse desistir.

- Vá lá, estamos a ter uma conversa sincera.

- Pois, às nove e meia da manhã… - ela olhou para mim e fez olhinhos. Raios, odeio o golpe dos olhinhos – Está bem, eu estava a pensar se… se vocês conseguem ter relacionamentos.

- Amorosos?

- Sim.

- Isto é por causa do meu irmão? – E surgiu-lhe um sorriso maroto e enorme.

- Não! Nós somos só amigos, além disso eu não gosto dele dessa maneira.

- Porque achas que ele é um monstro.

- Porque não sinto – e é verdade, eu não sinto nada por ele além de amizade, e desconfiança em algumas vezes.

- Porque impedes-te de sentir.

- Eu sabia que não devia ter perguntado – e cruzei os braços.

- Vampiros podem envolver-se com humanos – olhei para ela.

- Mas é perigoso, certo? Que dizer, o vampiro basta excitar-se um bocadinho para rasgar a garganta ao humano…

- Não é perigoso ter um envolvimento com um vampiro, mas é perigoso ser-se amado por um vampiro.

- Não acho que esteja a perceber… - murmurei.

- Eu já tive montes de namorados, com o passar dos anos começamos a sentir-nos carentes e sozinhos, no entanto não posso dizer que amei realmente algum deles. E essa é a verdadeira razão de não os ter magoado.

- Então, não faz mal namorar um vampiro desde que o vampiro não goste do humano. Isso não faz sentido.

- Quando se está apaixonado por alguém quer-se essa pessoa em todos os níveis, e com os vampiros é o mesmo. Se um vampiro amar mesmo a pessoa, é muito complicado controlar-se. Se não amar é mais fácil, reduz os riscos, porque o que têm não é tão intenso, é mais como uma amizade colorida com privilégios…

- Hum… como é que os vampiros podem amar realmente alguém?

- Bem, em linguagem corrente diz-se que se ama alguém com “todo o coração”, apesar de amor vir mesmo é de uma zona do cérebro. Os órgãos dos vampiros não funcionam, por isso não deviam sentir nada disso, mas por qualquer razão conseguem senti-lo. Um amor vindo de um vampiro é muito mais intenso que vindo de um humano, porque também é mais raro, e quando acontece é para toda a eternidade.

- Mas é perigoso… isso alguma vez acaba bem?

- A não ser que o humano seja transformado em vampiro, não que eu tenha ouvido. Eu só conheci um caso desses, e infelizmente acabou da pior maneira. Tracy, a vampira, matou o namorado, sem querer claro, e depois matou-se a ela própria.

Fiquei um momento em silêncio a assimilar tudo o que ouvi. Homicídio e suicídio, que história de amor…

- Vampiros conseguem cometer suicídio?

- Só os mais criativos. Ela foi até um museu que tinha uma guilhotina em exposição e matou-se lá.

- Cortou a própria cabeça… - vampiros morrem com a cabeça corta, agora já sei.

- Sim Chloe, é assim que os vampiros morrem – e revirou os olhos, perante o meu sorriso vitorioso.

- Já aconteceu a algum de vocês, apaixonarem-se assim?

- A mim nunca, e quanto aos meus irmãos não te sei dizer bem. Vampiros são extraordinários a mentir, e a fazer bluff também.

- Pois…

- Mas não te preocupes, o Derek tem um auto controlo de louvar.

- Eu não estou preocupada, não vai acontecer nada.

- Pois, porque não sentes.

- Exacto.

- Exacto – isto saiu-lhe sem qualquer pingo de convicção. Porque é que ela acha que lhe estou a mentir?

Fui para casa, fiz o almoço e depois de comermos fui para o quarto e pus-me a ler uma revista. Abby entrou pouco depois e trazia na mão dois dos meus vernizes, um roxo e outro bordô escuro.

- O que é estás a fazer com isso? – Perguntei-lhe.

- Eu preciso da tua ajuda – sentou-se na cama e olhou para mim.

Larguei a revista e cruzei as pernas.

- Ok, para quê?

- Podes-me ajudar a escolher um verniz? E a pentear-me… e a escolher a roupa.

- Para quê? – Ela corou um bocadinho – Abby Simms, isto é por causa de algum rapaz?

- Talvez – e ajeitou os óculos – Eu disse-te que a mãe do Taylor me vinha cá buscar para irmos à biblioteca…

- Também disseste que era para um trabalho. Tu gostas deste Taylor?

- Talvez – e corou mais. A minha irmã mais nova, a bebé da família, com uma paixoneta, que momento… que orgulho.

- Eu tenho a cor perfeita para ti – levantei-me e fui até à casa de banho.

Abri a porta espelhada do armário e tirei de lá um verniz rosa, levezinho. Voltei para o quarto e sentei-me na cama. Tirei-lhe os outros dois da mão e meti-lhe o rosa.

- Este é perfeito – assegurei.

- Mas é clarinho…

- Eu sei, é por isso que é perfeito. Estes são demasiado escuros e adultos, ok? E esse não faz com que o Taylor desconfie que tens uma paixoneta por ele.

- Prometes?

- Prometo.

Depois de lhe pintar as unhas ela ainda implorou para a pentear e para a ajudar a escolher o que vestir. Fomos para o quarto dela e eu comecei a mexer nas roupas que estavam no armário. Ela sentou-se na cama à espera que as unhas secassem.

- É verdade, sabias que o rio mais pequeno do mundo é daqui de Great Falls? – Perguntou-me.

- Sim, por acaso sei. É o rio Roe. – Disse-lhe.

- Como é que sabias?

- Geografia – por acaso nunca gostei dessa disciplina…

Quando as unhas dela finalmente secaram, ela vestiu uma saia de ganga e uma blusa cor-de-rosa com uns brilhantes aqui e ali.

Depois voltámos para a minha cama e ela sentou-se à beira enquanto eu fiquei de joelhos atrás dela, a pentear-lhe o cabelo. Acabei por lhe fazer duas tranças, uma de cada lado.

- Então e maquilhagem? – Perguntou ela, quase em pânico – Não acredito que nos esquecemos de maquilhagem!

- Tem calma Abby. Tu não precisas de maquilhagem – Virei-a para o espelho – És linda assim, ok?

- Mas tu usas, e também és bonita…

- Só em festas. Tu não precisas disso, estás perfeita.

Nisto tocaram à campainha e eu fui abrir. Era Taylor com a mãe. Abby foi com eles para a biblioteca e eu fiquei sozinha, visto que Dylan já tinha saído. Ele anda calminho à tempo a mais… deve estar quase a fazer das dele.

Olhei para a rua pela janela e apercebi-me de que não me apetecia mesmo nada ficar fechada em casa a um sábado à tarde. Peguei num casaco e saí.

Fiquei a andar pela cidade durante nem sei bem quanto tempo. Dei voltas e mais voltas, até que finalmente parei e me sentei num banco.

Comecei a pensar na conversa com Verónica, mais cedo. Deve ser horrível magoar alguém que amamos por puro impulso. E é preciso muita coragem para nos matarmos por termos magoado alguém que amamos. Não sei, talvez Tracy acreditasse que quando morresse de vez estaria com o seu amor. Talvez acreditasse que se uniriam de novo na pós-vida. Eu não sei se algum dia vou conseguir pensar assim e abrir mão de tudo por uma pessoa. Talvez seja por isso que contos de fadas não fazem sentido para mim. Talvez eu simplesmente não seja aquela pessoa destinada a viver um grande romance.

Levantei-me e recomecei a andar.

- Andas a dar um passeio? – Perguntou-me uma voz conhecida, por trás.

Olhei só para ter mesmo a certeza de quem era, apesar de não precisar. Esta é uma daquelas vozes completamente impossíveis de esquecer.

- Aparentemente não sou a única – respondi-lhe.

Ele passou para o meu lado e começámos a conversar enquanto andávamos sem destino.

- Sobre o que é que falaste com a Verónica esta manhã? – Perguntou ele.

- Hum… eu já sei como te matar – e dei-lhe um pequeno encontrão. Eu sei que ele só se moveu para ser simpático.

- A sério? – Derek fez aquela cara sarcástica que depois mudou para gozona – Vem comigo, quero-te mostrar uma coisa.

- Ok…

Fomos até ao bosque ao pé da escola, mas não entrámos muito nele.

- Agora, mostra-me como é que me matavas – pediu, com o seu sorriso presunçoso na cara.

- Ok, espera – procurei por um ramo que fosse comprido o suficiente para fingir de espada, agarrei-o e quando me virei para Derek este já lá não estava – Derek… onde é que te meteste?

Ouvi um ruído atrás de mim e olhei, mas não vi ninguém. Ouvi um pequeno ramo a partir-se, como se o tivessem pisado, mas também não vi nada. Vi folhas levantarem-se, mas também não estava nada ao pé delas. Comecei a andar. “É nestas alturas que suspeito de vampiros”, pensei.

Senti agarrarem-me nos ombros e quando ia virar a cabeça beijaram-me o pescoço.

- Estás morta – disse Derek, desviando-se de imediato.

- O que… isso não é justo! – Reclamei.

- Eu sou um vampiro. Vampiros não se importam se é justo ou não – e encolheu os ombros.

- Ok, eu sei a teoria, a prática é mais complicada – Porquê reclamar? Desta vez a razão está do lado dele.

- E a teoria é… - esperou que eu completasse.

- Cortar a cabeça.

- Exacto. Parabéns – e começou a bater palmas – Mas nunca hás-de conseguir matar um vampiro. Nós somos mais fortes, mais rápidos… mais bonitos… - e piscou-me o olho.

- Tu não é mais bonito que eu – reclamei – Dá a impressão disso porque tens o rosto rígido e desenhado à perfeição, mas não é real…

- Pois, não vou discutir aí – e voltou a sorrir.

Abanei a cabeça e comecei a andar. Contornei-o e agarrei o pau com as duas mãos, num movimento rápido, pelo menos rápido para uma humana, pus o pau à frente do seu pescoço, deixando-o entre mim e o pau.

- Tu estás morto – declarei – E não digas que me deixaste fazer isto, deixa-me ser feliz.

- Ok… - nem dei pelo movimento, mas de repente ele estava virado para mim e estava tão perto… conseguia cheirar o seu hálito, e sentir a sua respiração na cara, apesar de ele não precisar dela para nada. Conseguia ver o brilho nos seus olhos verdes, que olhavam directamente para os meus. Comecei a sentir-me a corar, nem sei bem porquê.

- Sabes… eu podia morder-te aqui e agora, porque tu não me cortaste a cabeça – ao dizer isto veio uma suave brisa direita à minha cara. O seu hálito fazia-me lembrar o cheiro de alecrim ou de hortênsias, era fresco como menta, e fazia-me lembrar uma manhã cheia de neve.

Não me conseguia mover, estava completamente vidrada naqueles olhos que me fitavam com uma admiração sobrenatural. Estava em algum tipo de transe, em que nada do que estava a acontecer parecia real. Não tinha a força para desviar o olhar, não conseguia… não queria. Senti o pau que ainda tinha nas mãos cair, deixando-me os dois braços apoiados nos seus ombros. Ele olhava para mim tal como eu para ele, e estávamos ambos perdidos em algum lugar sem ser aqui. Do nada senti as suas mãos enroladas na minha cintura, e um puxão aproximou-me mais dele. Ficámos a milímetros de distância, e consegui notar que agora ele não estava a respirar. Eu ainda estava vidrada no seu olhar. Vi os seus olhos aproximarem-se mais dos meus e senti os seus lábios frios contra os meus. Fechei os olhos e puxei-o mais para mim, deixando-me envolver durante uns segundos. Para um tipo com 136 anos mais 18 de humano beija extremamente bem. E para um vampiro é bastante meigo. Para… um vampiro… com 136 anos. Agora é a parte em que tenho que acordar, é a parte onde isto acaba. Agora vem nada.

Desviei-me dele e ele largou-me sem qualquer luta. Fiquei durante segundos a fitá-lo e não faço ideia o que é que ele conseguia ver expressado na minha cara. Não faço ideia como é que me sinto para o poder expressar.

- Chloe… - e deu um passo na minha direcção.

- Não – não foi mais que um murmúrio, mas ele ouviu na perfeição, e parou – … não…

Dei meia volta e comecei a andar de volta ao pátio da escola, para poder ir para casa.

- Chloe espera! – Pediu.

- Não, não, não – virei-me para ele – Isto não podia ter acontecido, não…

- Mas… olha desculpa, pensei que querias.

- Sim bem… mas não queria! Ok? Não queria.

Ele tentou não mostrar, mas notei que se mostrou um bocado desapontado.

- Ok – disse-me – Não sentiste nada, por isso não tem que mudar nada.

- Não, não senti nada – só para esclarecer bem as coisas – Tenho que ir…

Voltei a dirigir-me à escola.

- Sozinha? – Soava a preocupação.

- Sim, eu fico bem.

Continuei a andar até que saí do bosque. Ele não me seguiu, pelo menos que eu saiba.

Quando cheguei a casa fui directa ao quarto e mandei-me para cima da cama.

- O que é que eu fui fazer? – Perguntei-me.

Eu tinha acabado de beijar um vampiro. E essa não é a pior parte. A pior parte é que não me sinto mal por o ter feito. Sinto-me bem. Mas não importa como me sinto, porque só há duas possibilidades para isto acabar: a primeira é ele estar só a sentir-se carente e solitário e eu ser a rapariga que ele usa para passar tempo; e a segunda é ele estar mesmo apaixonado por mim e eu acabar com a garganta rasgada. Não gosto nem um bocadinho de nenhuma das duas.

Acho que no fim, ele ganhou o jogo, escolha o que escolher, estou morta.

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