Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Spotlight

por Andrusca ღ, em 25.12.10

Capítulo 35

Confronto * Parte 1

 

Alyson

 

Tom pegou em mim e começou a correr, sem sequer me dar uma oportunidade de olhar para Seth uma última vez. Pelo menos não o deixei sozinho. Ao menos Leah está com ele e pode ajudá-lo.

Mas quem é que me vai ajudar a mim? Agora sim, meti-me numa daquelas alhadas que não faço a mínima ideia de como irei sair.

O vento batia-me bruscamente na cara, enquanto Tom corria a alta velocidade. Ainda não acreditava que ele estava apaixonado por mim. Pior, ainda não acreditava que o tinha convencido que eu poderia sentir o mesmo por ele. Quando ele descobrisse a verdade é que estava tudo estragado… aí sim, podiam escavar a minha campa, porque era morte certa. Apesar de me custar imaginar Tom matar alguém, as provas estão todas bem à vista. E porque não eu? Aliás, ele tem mais motivos para me matar a mim do que àqueles estranhos.

Ele diminuiu a velocidade até parar completamente e me pousar no chão. Olhei para ele e respirei fundo enquanto olhava em volta. Nada. Apenas árvores, arbustos e mais árvores, tal como o resto do bosque.

Virei o meu olhar para Tom, que me olhava calmamente. Bolas, estava na hora de começar a improvisar de novo! Mas ele não me deu tempo para falar.

- Tu confias em mim, não confias? – Perguntou, o que me deixou um quanto para o quanto perplexa – Sabes que eu nunca faria nada para te magoar, certo?

Fiquei a pensar nas suas palavras. Se me tivesse perguntado isso ontem, a resposta seria afirmativa, claro. Mas hoje? E porque é que ele disse aquela frase assim, com aquela acentuação toda que dava a parecer que era uma coisa importante?

- Claro que confio – respondi, quando tive a certeza que a minha voz não ia tremer e a minha expressão não ia mostrar incerteza.

- Óptimo. Lembras-te do segundo filme em que estivemos juntos?

- Lembro… porquê?

- O enredo… as personagens… tem tudo a ver com isto que se está a passar – e sorriu-me. O quê? Não tinha absolutamente nada a ver com isto. Uma pequena parte de mim não podia parar de pensar que ele me estava a dar pistas. Mas a outra olhava para ele só conseguia ver aquelas pessoas mortas naquela cabana.

Comecei a lembrar-me do filme, mas não encontrava quaisqueres semelhanças. No filme eu era um robô, e a minha criadora controlava-me. Fiz coisas que não queria, mas no fim resolvi tudo. E Tom nem sequer aparecia até ao fim, onde fez de apenas figurante.

Os meus pensamentos foram mandados ao ar quando um homem extremamente esbelto se aproximou de nós, vindo de trás de uma árvore. Ele estava super pálido, mas o seu cabelo escuro dava-lhe vida à cara. Era lindo.

Olhei para Tom, estava com uma expressão dura.

- Fizeste tudo certo? – Perguntou o homem, para Tom.

Aquela voz… tão melódica, tão perfeita…

Arregalei os olhos como reflexo ao perceber que aquele homem à minha frente era também um vampiro, e engoli em seco.

Olhei perplexa para Tom.

- Tu trouxeste-me para outro vampiro?! – Perguntei.

- Desculpa linda – disse-me ele, com um tom implacável – Às vezes temos que fazer o que temos que fazer.

Voltei a olhar para aquele homem que agora me parecia aterrorizador. Ele estava calmo, e quando tirou as lentes de contacto, deu-me um arrepio ao ver os seus olhos vermelhos como o sangue que passa pelas minhas veias neste preciso momento.

Só conseguia pensar em Seth e em como desejava que estivesse aqui comigo. E que a alcateia viesse atrás também.

- Está tudo seguro? – Perguntou o homem, a Tom.

- Está – disse Tom, firme.

Eu só olhava de um para o outro feita maluca. Não sabia o que fazer. As minhas pernas diziam “corre”, mas a mente dizia “se fizeres isso morres”.

- Eles não suspeitam? – A voz do homem ecoou de novo nos meus ouvidos.

- Os lobisomens não fazem ideia de que há outro vampiro aqui além de mim – respondeu Tom.

- Muito bem, e ela?

Olhei para ele pela milionésima vez. Essa era a pergunta que eu queria mesmo saber a resposta: e eu?

- Eu encarrego-me dela – disse Tom – Ela é problema meu.

- Devias fazer isso rápido, ela cheira a cão.

Cheirei o meu cabelo subtilmente. Não cheirava nada a cão! Já não bastava aquele atrasado mental estar a insinuar que Tom tinha que me matar que ainda me tinha que insultar.

Olhei para Tom em pânico. Ele não me ia mesmo matar, pois não?

Odiava-me neste momento. Como é que fui tão estúpida? Se ao menos tivesse acreditado em Seth quando ele disse que desconfiava de Tom… mas não, eu tive que ser a estúpida amiga leal. E agora podia nunca mais ter uma oportunidade de o ver novamente, Seth.

 

Não sei se consigo

vir postar a segunda

parte ainda hoje, por

isso não prometo nada.

Feliz Natal! :D

12 comentários

Comentar post

Pág. 1/2