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Spotlight

por Andrusca ღ, em 26.12.10

Desculpem, ontem já cheguei super tarde a casa por isso não deu mesmo para postar...

Mas... acho que guardei o melhor para agora.

Achei que isto estava a ficar muito previsivel, por isso dei uma pequenina reviravolta.

Aproveito para dizer que este é o penúltimo capítulo... não me matem.

Espero que gostem ^^

 

Capítulo 36

Confronto * Parte 2

 

Alyson

 

Fez-se silêncio durante um momento e eles ficaram os dois com caras pensativas, o que me fez arrebitar os ouvidos e tentar ouvir alguma coisa. Mas não. Se eles ouviam alguma coisa, devia vir ainda ao longe, porque eu além de vento, não conseguia captar nada.

Mas poucos segundos depois percebi e um sorriso leve apareceu nos meus lábios enquanto os dois vampiros ao meu lado pareciam desamparados.

Um enorme lobo preto apareceu por entre os arbustos, e atrás dele vinham mais. Finalmente, alguém para me salvar.

Vi Seth, estava quase no fim de todos eles, e vinha a coxear. Senti um aperto no coração, só queria correr até ele e poder levá-lo daqui para fora para que pudesse ir ao médico.

- O que é isto? – Perguntou o homem, todo confuso a olhar para todos os lados, de onde vinham os lobos. Estávamos cercados – Armaste-me uma armadilha!

- Não! – Defendeu-se Tom – Eu juro-lhe, não sabia!

O homem tentou fugir, e todos os lobos menos Seth, Leah e Quil seguiram atrás dele, passando por mim e por Tom e levantando uma rajada de vento que me obrigou a agarrar no cabelo para não perder nada do espectáculo.

Ia dar um passo, ia ter com Seth, até que me lembrei que Tom ainda não sabia a verdade. Olhei para ele reticente, mas então ouvi um rugido. Vinha de Seth, que já estava à nossa frente com Leah e Quil. Sabia que era Quil pois há uns dias Seth tinha-me dito quem era quem, enquanto os outros estavam transformados.

Seth rosnou uma vez mais e Tom pôs-se à minha frente.

- Tom – murmurei – Se gostas de mim… deixa-me ir.

- Ainda não – respondeu, duro.

Ouvi um rugido enorme vindo de onde os outros lobos tinham ido, e voltei-me para trás. O resto da alcateia voltou para ao pé de nós e o meu coração sossegou um pouco, ao menos um vampiro já não ia trazer problemas.

- Tom, por favor – implorei.

Tom olhou para mim e pela primeira vez desde que se transformou, consegui ler nos seus olhos. Era como se me pedissem desculpa.

Ele afastou-se de mim e eu corri logo para ao pé de Seth, de quem fiquei ao lado. Ele olhou para mim, com aqueles olhos cor de chocolate e também parecia mais calmo.

Mas porque estaria Tom a pedir-me desculpa?

Seth e Quil iam-se mandar a Tom quando tudo, em apenas um instante, fez sentido na minha cabeça. O segundo filme que fizemos juntos… o Tom é o robô!

- Espera Seth! – Gritei, em pânico, enquanto me pus à frente de Tom – Por favor, espera só um pouco.

Vi nos olhos de Seth que foi apanhado desprevenido, não esta à espera de que eu parasse o seu ataque desta maneira. E sim, estava também magoado. Mas se eu tivesse razão – que tenho que ter – então estava tudo bem.

Virei-me de frente para Tom e olhei-o nos olhos.

- Tu sabias – afirmei, ao que ele se manteve impávido – Estavas a representar este tempo todo! Tu é que és o robô.

Ele deitou um sorriso leve e deu uma outra olhadela aos lobos.

- Não podia denunciar o meu criador – disse-me – Apesar de vocês terem assumido que tinha sido o outro vampiro, não, era este. E não o podia denunciar, ele matar-me-ia. Por isso tive que achar outro modo.

- Tu sabias que se te aproximasses de mim e fingisses sentir algo mais que amizade… o Seth ia ficar com ciúmes… - concluí.

- E que me ia investigar – continuou ele – Conduzi-o até àquela cabana onde o meu criador tinha deixado os corpos… só esperava que mais lobos viessem rapidamente. Mas não, tinhas que ser tu.

- Por isso… não acreditaste quando eu disse que queria vir contigo… pois não?

- Desculpa… mas não és muito boa a improvisar.

- Por isso és inocente – não pude evitar de sorrir de alívio. Afinal era tal e qual como no filme, apenas os papéis mudavam.

Abracei Tom e não quis saber se ele tinha sede, se me queria morder, nada. Ele era meu amigo, e estava inocente.

- És um melhor actor do que eu pensava – murmurei-lhe, ao ouvido.

- Ally? – Perguntou.

- Sim?

- Cheiras a cão.

Ouvi um som semelhante a um riso e olhei para trás, para Seth, e larguei Tom.

- Bonito, eu elogio-te e tu dizes-me isso – resmunguei, para Tom.

- Também és boa actriz.

Respirei fundo enquanto olhava para a alcateia. Parecia mais calmos, estavam sentados e ouviam todos os pormenores.

Aproximei-me de Seth e fiz-lhe festinhas na cabeça.

- Vês? – Perguntei – Vocês precisam de confiar um pouco mais nos meus julgamentos.

Eu é que fui parva ao acreditar que Tom era um assassino sem coração.

Estava feliz que isto tivesse acabado. E a melhor parte é que ninguém saiu mal. Bem… excepto Emily e Sam, que tiveram que interromper o casamento. Mas algo me diz que nem isso pode parar aqueles dois.

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