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Spotlight

por Andrusca ღ, em 27.12.10

E pronto, chegámos ao último capítulo...

Espero que gostem.

 

Capítulo 37

Escolhas

 

Alyson

 

- Então e o que é que vais fazer agora? – Perguntei a Tom, enquanto ambos caminhávamos pela praia.

- Não sei ainda… estava a pensar ficar por aqui. Quer dizer… não tenho lá muitas escolhas…

- Correste um grande risco, sabes? Quer dizer… se eu não tivesse percebido que estavas a representar…

- Tu ias perceber, eu sei que sim.

- Tens demasiada fé em mim.

- Desculpa ter magoado o Seth. Não lhe queria partir a pata… acho que não medi bem a força.

- Não faz mal… ele já está bem, descobri que eles curam super depressa.

- Estou contente por ele não guardar ressentimentos. Achaste um tipo porreiro Ally.

- O Seth é mais que porreiro – sorri, para mim – Ele é perfeito. O tal.

- Acreditas mesmo nisso?

- Acredito. Quer dizer… nós podemos fugir mas… o meu coração vai sempre estar com ele, por isso para quê lutar?

- Então o que é que vais fazer? As gravações acabam amanhã…

- Eu sei. Eu só… não sei.

Não era uma coisa na qual quisesse pensar. Queria ficar com Seth, mas não queria desistir da minha vida. Claro que teria que escolher… e escolhia-o a ele. Mas acho que secretamente ainda espero não ter que escolher.

Estava quase a anoitecer, por isso Tom foi comigo para o hotel.

Passei a noite às voltas. Tinha que arranjar uma maneira de dizer ao meu pai que queria ficar com Seth, uma maneira em que ele não me matasse.

Acordei com o despertador, quando finalmente estava a começar a descansar, e arrastei-me para a casa de banho.

Quando cheguei ao local onde íamos gravar, ainda estava meio a dormir.

Mudei de roupa, e maquilharam-me e pentearam-me, e fui para ao pé do meu pai, que também fazia de meu pai no filme. Esta cena era fácil. Era daquelas que é para ser gravada à primeira.

Pusemo-nos todos em posição e depois de o produtor gritar “acção”, começámos.

Estávamos a meio de um diálogo quando eu não aguentei mais. Não lhe podia continuar a dar falsas esperanças sobre vir a ser uma grande actriz como ele. Sobre voltar para Los Angeles e continuar a ser famosa.

Ao olhar para os seus olhos, tive a certeza que estava na altura de lhe contar que queria cá ficar. E se pensar bem, faz sentido, pois é o que a minha personagem vai ter que dizer.

Abri a boca à espera que as palavras do guião saíssem, mas nada. Não lhe podia contar assim, tinha que falar como eu, e não como uma personagem fictícia.

- Pai… eu tenho que falar do coração – ele franziu o sobrolho, mas continuaram a gravar – Eu quero ficar em La Push. Eu sei, eu sei que não é a vida que esperavas para mim mas… eu aqui sou feliz. Eu achei… eu achei pessoas que me fazem felizes, pessoas com quem me sinto bem. Eu achei o amor aqui, e não o quero deixar, percebes?

- Tens a certeza que é o que queres? – Perguntou. Ele tinha percebido que era eu a falar, e não a sua filha no filme.

- Sim, tenho – disse, solidamente – Eu pensava que isto não era para mim mas… eu pertenço aqui.

- Tudo o que quero é que sejas feliz.

Sorri e abracei-o. Afinal não tinha sido tão difícil como pensara.

“Corta”, ouvimos, e todos se começaram a deslocar para guardarem as coisas. Era o fim, o filme estava finalmente acabado.

- Diz àquele Seth para te tratar bem – sussurrou-me, ao ouvido.

- Obrigada pai – sorri.

Larguei-o e ele deu-me um beijo na testa.

Fui trocar de roupa e corri para casa de Seth.

Abri a porta sem bater, como já era um hábito, e a primeira pessoa que vi foi Leah, que me veio abraçar.

- O filme já acabou? – Perguntou-me.

- Já.

- Acho que isto é “adeus”… - murmurou-me, ao ouvido.

Desviei-a de mim e sorri-lhe.

- Queres mesmo livrar-te de mim assim tão facilmente?

Um sorriso desenhou-se nos seus lábios e voltou a abraçar-me.

- O Seth está no quarto, vai ter com ele – disse-me.

Bati à porta e ouvi um “entre” mal-humorado vindo do outro lado.

Abri a porta e pus a cabeça lá dentro, a espreitar.

- Isso é tudo saudades? – Perguntei, retórica.

Ele levantou-se rapidamente da cama e veio ter comigo. Puxou-me para dentro do quarto e agarrou-me nas mãos, parecia querer dizer qualquer coisa, mas em vez disso fitava-me, calado.

- Seth… - comecei, porém rapidamente fui interrompida.

- Quando é que vais? – Perguntou, a custo.

- Não vou – um novo brilho tomou os olhos dele, que reflectiam a minha expressão também de felicidade – Eu vou ficar aqui.

- Mas então e a tua vida? Ally, tu trabalhaste tanto, tu…

- Não interessa – abanei a cabeça – A única coisa que me interessa és tu. Eu fico no hotel por uns tempos, até arranjar sítio para morar e depois… depois logo se vê. Dinheiro não é problema, e acho que esta é a melhor maneira para ficarmos juntos.

Ele suspirou e sorriu.

- Pensava que ias embora – desabafou – Pensava que ia ficar outra vez sem ti...

- Daí o mau humor tudo, certo? – Gozei.

- Não é caso de gozo – pronunciou – Não ia aguentar ficar outra vez sem ti. Amo-te demasiado.

- Ainda bem – murmurei, já com os meus lábios quase colados aos dele –, porque eu também te amo demasiado para te perder.

- Oh, tão querida – deu-me um beijo suave nos lábios.

- Mas não te habitues – gozei.

- Ahah – riu, sem humor.

E mais uma vez uniu os seus lábios aos meus, num beijo que nunca esquecerei, que ultrapassa todos os outros em todos os aspectos, enquanto eu colocava os meus braços à volta do seu pescoço e ele os seus à volta da minha cintura.

- Sabes o que era perfeito agora? – Perguntou, com aquele tom de gozão.

- O quê? – Perguntei, a medo.

- Uma música de fundo, romântica, aparecer “Fim” e depois virem os créditos finais – e riu-se.

- Seth – disse, séria – Cala-te e beija-me.

 

Fim

 

 

Ps. Mais logo posto o

prefácio da continuação

da Chloe e do Derek

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