Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Uma Rosa Para Todo o Sempre

por Andrusca ღ, em 28.12.10

E pronto, cá chega o primeiro capítulo, e com ele voltam também os capítulos grandinhos ^^

Eu vou postar esta história muito devagarinho por duas razões:

1. Ainda não está feita
2. Há pessoas que ainda não leram as outras, logo depois ficam muito para trás e não vale a pena.

 

Espero que gostem :D

 

Capítulo 1

Felicidade

 

Senti um beijo ao de leve na minha bochecha e abri os olhos, ensonada.

- Bom dia Bela Adormecida – disse-me Derek, beijando-me nos lábios em seguida.

Sorri-lhe e puxei-o para cima de mim.

- Bom dia – proferi.

Ele tirou-me os cobertores de cima e começou a beijar-me cada vez com mais desejo. Tem sido assim praticamente desde o Natal, desde que lhe disse que tencionava tornar-me vampira e ficar com ele para sempre.

Agora que já tenho dezoito anos, consegui a custódia dos meus irmãos, e posso finalmente concentrar-me em mim. Ganhar esta batalha em tribunal foi fácil, a minha mãe não apareceu.

Senti a mão gelada de Derek nas minhas costas, por dentro da minha blusa de alças, do pijama, e senti ele dar a volta e fazer-me ficar por cima dele, enquanto ainda me beijava.

- Chloe, estás… - a voz da minha irmã parou de repente e tanto eu como Derek olhámos para ela, que se voltou de costas para nós.

Troquei um olhar com Derek e levantei-me da cama, indo ter com ela.

- O que foi Abby? – Perguntei-lhe.

- Posso-me virar? – Perguntou ela.

Ouvi uma risada vinda da cama e olhei para Derek, que parecia muito confortável lá deitado, e que nos observava com aquele sorriso lindo nos lábios.

Abby virou-se para mim lentamente e vi que estava mais vermelha que um pimentão. Quem devia estar assim éramos nós, mas Derek não cora, e eu acho que já passei essa fase.

- Não sabia que estavas com o Derek – justificou-se ela.

- Não faz mal, o que é que vinhas perguntar? – Perguntei-lhe.

- Se estavas acordada para te despachares… e já vi que estás…

- Vou só tomar um banho e vestir-me e desço já, ok?

- Mas despacha-te – e deitou um olhar a Derek – Eu e o Dylan vamos tomar o pequeno-almoço.

- Ok, estou lá em baixo num instantinho.

Ela saiu e fechou a porta. Quando me virei para a cama, Derek já estava pronto a juntar os seus lábios aos meus, beijando-me de novo.

Pus os meus braços em volta do seu pescoço enquanto ele me envolvia a cintura e me beijava ardentemente.

- Temos que ir para a escola – disse-lhe, a muito custo, por entre beijos.

Ele desviou os seus lábios dos meus e ficámos a olhar para os olhos um do outro, com as testas encostadas. Ele suspirou e sorriu em seguida.

- Eu sei – disse-me – E em breve serás toda minha.

- Para toda a eternidade – acrescentei.

- Bem podes apostar.

Deu-me um outro beijo e desapareceu. Suspirei. Não queria que estes momentos acabassem. Queria tê-lo sempre aqui comigo, a abraçar-me e a beijar-me. Mas ainda tinha responsabilidades. Ainda era humana.

Fui para a casa de banho e tomei um duche rápido, vesti uns calções e uma blusa de alças, e calcei umas sandálias pretas, rasas.

Prendi o cabelo numa trança, para variar, e pus os livros na mala.

Desci as escadas e Abby e Dylan já estavam à minha espera sentados no sofá.

- Isto assim todos os dias é um atraso de vida – disse o meu irmão, em tom de gozo.

- Que graça – disse-me, sem humor.

Fui até à cozinha, pus uma bolacha na boca e agarrei noutra e saí porta fora. Eles ficaram os dois a olhar para mim.

- Não vêm? – Perguntei, já fora de casa.

- Pensávamos que ias comer mais qualquer coisa – justificou-se Dylan, agora atrás de mim.

- E ia, mas depois vocês não se calavam.

- Até parece – disse Abby.

Entrámos para o carro e conduzi até à escola de Abby. Deixámo-la lá e seguimos para o Liceu de Great Falls. Estacionei o carro e saímos, dirigindo-nos em seguida para a entrada.

- Olha quem está ali – disse Dylan, apontando para as mesas de pedra.

Verónica, a irmã de Derek, e Gwen, a minha melhor amiga, acenavam-nos. Estavam as duas sentadas no banco da mesa.

Mudámos de rumo e fomos ter com elas.

- Bom dia – disse Gwen, reluzente.

- Bom dia… - disse eu, a desconfiar daquela felicidade toda.

- Tenho uma coisa para te dizer – disse ela, interrompendo fosse o que fosse que Verónica ia para dizer.

- O quê? – Perguntei.

- Ela e o Gary…

- Shhh! – Verónica foi de novo interrompida por Gwen – Agora não! – E olhou para Dylan.

- Coisas de raparigas – disse o meu irmão, a revirar os olhos – Nesse caso vou-me embora. Depois esperas por mim para irmos para casa?

- Sim, ao pé do carro – respondi-lhe –, mas não te atrases, tenho que ir trabalhar.

- Sim maninha – deu-me um beijo na bochecha e começou a andar.

- Ele anda querido – observou Verónica.

- Pois anda… ainda bem – disse eu, sentando-me na mesa, com os pés apoiados no banco onde elas estavam – Ok, desembuchem, o que é que aconteceu?

- Bem, tu sabes que desde que vi o Gary a lutar daquela vez em que mandaste o Derek embora, que bem… tenho tido um pouco de receio… - disse Gwen, despertando-me memórias bem dolorosas.

Quando Charlotte, a irmã adoptiva dos Thompson regressou a Great Falls, chantageou-me e obrigou-me a mandar o Derek embora, pondo-nos aos dois infelizes. Mas acabou por ser um plano do meu ex-namorado Josh para me tornar vampira para que ficasse com ele para sempre. Josh manipulou todos, incluindo Charlotte, que se apaixonou por ele. Mas quando o derradeiro momento chegou, Charlotte fez a escolha certa, matando Josh e salvando-me a mim, e por isso quase que implorei a Derek e aos irmãos que a deixassem viver. Nunca mais ouvimos falar dela desde então. E de certa forma ainda bem. Sei que me salvou a vida, mas também é a culpada de me ter posto em perigo em primeiro lugar.

Até essa altura, Gwen pensava que namorar com um vampiro era como um conto de fadas, mas ao ver Gary lutar, caiu em si e percebeu que também havia riscos. Durante o segundo período estiveram um pouco tremidos, mas resolveram tudo. Por um lado fiquei mais descansada ao ver que ela tinha um certo receio em arriscar tanto, porque ela queria que ele a mordesse e tudo o mais, e assim já perdeu essas ideias.

- Sim Gwen, e? – Incentivei.

- Bem… - disse ela.

- Eles dormiram juntos! – Interrompeu-a Verónica.

Gwen lançou-lhe um olhar, e Verónica fez uma cara de anjinha. Eu não consegui evitar rir-me e soltei uma gargalhada.

- Eu é que queria contar! – Disse Gwen, para Verónica.

- Talvez se não me tivesses passado a semana a interromper, tivesses contado – respondeu ela, deitando-lhe a língua de fora.

Não consegui evitar soltar uma gargalhada.

- Bem, fico feliz por vocês – disse eu, ainda meio a rir-me – Alguém sabe do Derek?

- Ele está a chegar, já ouço o carro dele – respondeu Verónica.

- Credo, és uma aberração – gozou Gwen. Verónica deu-lhe um pequeno empurrão, e Gwen quase que voava se Verónica não a tivesse agarrado.

- Mas por falar em aberrações… - Verónica olhou para mim – Como andam os sonhos?

- Obrigadinha por me chamares aberração – ela semicerrou-me os olhos, eu sabia que ela estava no gozo – Bem, é como tu disseste, eu nunca consigo saber se são, ou não, reais antes de acontecerem. Ou como vão acontecer.

- Mas pelo menos já tens menos? – Perguntou Gwen, agora preocupada.

- Hum… acho que sim. Agora não me tenho lembrado muito bem dos sonhos que tenho tido. Mas ainda é tudo muito recente… ainda não me habituei…

- Recente?! – Gwen quase que gritou – Rapariga, isso foi há meses, no Natal!

- Eu sei – disse-lhe, encolhendo os ombros – Mas ainda não me habituei.

- E tenho outra pergunta – disse Verónica.

- Qual? – Incentivei.

- Estás pronta para te transformares em vampira? – Ela agora sorria.

- Eu acho que sim… mas tenho que falar com os meus irmãos – disse-lhe.

- Outra vez?! Eles já devem estar fartos desse assunto – ripostou Gwen.

- Bem, é uma grande decisão… eu tenho que ter a certeza que os deixo bem…

- Não os vais deixar – contrapôs Verónica – Com sorte, vais ser como o Scott e vais ter um bom auto controlo.

- O Scott enganou-nos a todos – disse Gwen, com desagrado.

- O Scott morreu ao tentar ajudar-me – disse-lhe eu, com uma tristeza na voz – Ele remediou-se.

- Sim, bem, para quem perdoou a Charlotte, é normal que aches que o Scott foi parar ao céu – disse Verónica.

- Eu não a perdoei – insisti – Eu só… não podia deixar que a matassem depois de ela ter impedido que o Josh me matasse. Simplesmente não podia.

- Tu és um coração mole, e essa é a verdade – disse Gwen.

- Ela salvou-me a vida. Eu sei que ela fez porcaria mas… isso não muda o facto de que não sou uma vampira e não estou com o Josh por causa dela. E ela foi castigada.

- Ela tem razão – disse Derek, chegando-se por trás de nós e envolvendo a minha cintura por trás com os seus braços – A Charlotte fez a escolha certa e perdeu um grande amor por isso. Eu sei que nunca conseguiria fazer o que ela fez – virei-me para ele e pus os meus braços por cima dos seus ombros.

- Nunca? – Perguntei.

- Nem num milhão de anos – reafirmou.

- Óptimo, porque vais ter tempo para me provar isso – pus-me em bicos de pés e uni os meus lábios aos dele.

Ele puxou-me para ele cada vez com mais força enquanto me beijava com cada vez mais intensidade. O Derek mais ou menos controlado, desde que nos afastámos aquele tempo, deu lugar ao Derek que não quer perder tempo e faz os possíveis para que isso não aconteça. Claro que sei que não vai fazer nada que me magoe ou que exija muito dele, confio nele a cento e vinte por cento.

Gwen fez um barulho para clarear a garganta e ambos olhámos para ela, tal como Verónica.

- Vocês deviam arranjar um quarto – disse ela, para mim e Derek.

- Isso é tudo ciúmes porque o Gary ainda não chegou? – Perguntei, em tom de gozo.

- Haha, que graça – disse ela, sem humor.

Dei-lhe um encontrão devagar com a anca e ela deu-me uma chapada na perna em resposta.

Voltei a sentar-me ao lado delas e Derek ficou em pé, por trás, ainda a segurar-me pela cintura, e com o seu queixo apoiado na minha cabeça.

- Então, quais são os planos para hoje? – Perguntou Verónica.

- Estudar – respondemos eu a Gwen ao mesmo tempo, ambas com uma voz desagradada.

- Coitadinhas – gozou Verónica.

- Pois, nem todas podemos estar cá há séculos e saber tudo – resmungou Gwen, deitando a língua de fora a Verónica.

- Que graça – respondeu-lhe Verónica, sem pingo de humor na voz, enquanto fingia uma daquelas gargalhadas mesmo falsas.

Quando tocou fomos para as aulas, que pareceram demorar anos.

Cheguei a casa estafada, mas não me atrevi a dizê-lo porque senão Derek iria certamente arranjar uma desculpa para se ir embora para eu descansar, e tudo o que eu queria neste momento era estar com ele.

Subimos para o quarto e ficámos recostados na cama durante uns tempos.

- Promete que vamos ficar assim para sempre – pedi, enquanto ele brincava com o meu cabelo.

- Prometo – proferiu, dando-me um beijo na cabeça. Sorri.

O meu telemóvel tocou e vi que era Gwen. Atendi.

- “Onde estás?” – Perguntou-me logo, sem me dar tempo para dizer nada.

- Em casa, porquê?

- “Estou a meio de um drama”.

- Está tudo bem?

- “Não! Acho que engordei uns quilinhos e agora as minhas novas calças não me servem!”.

Ouvi Derek dar um sorriso e olhei para ele. Ele apertou os lábios um no outro para tentar controlar o riso, mas não resultou. Estas conversas não são para ser feitas com um vampiro no quarto, ele ouve tudo.

- “E agora não vou arranjar nenhum vestido bom para a nossa gala de finalistas!” – Continuou Gwen, com o pânico na voz.

- Gwen, calma – disse eu – Disseste que as calças eram novas, certo?

- “Certo”.

- Ok, já as lavaste?

- “Sim, e foram passadas a ferro ontem”.

- Lavaste-as com água quente?

- “Era suposto lavá-las com água fria?”

- Não sei, lê na etiqueta, se calhar encolheram.

Ouvi-a pousar o telefone durante uns momentos e depois voltar a agarrá-lo.

- “Pois é!” – Gritou, obrigando-me a desviar o telemóvel dos ouvidos – “Bolas, agora vão para o lixo!”

- Ai, só tu – disse eu, a rir-me.

- “ O Derek está aí contigo, não está?”

- Yap.

- “E ele ouviu tudo, certo?”

- Oh sim – gritou-lhe Derek.

- “Nada de comentários com o Gary”

- Os meus lábios estão selados – disse eu.

- “E o Derek?”

Olhei para ele e ele estava com uma expressão de gozo.

- Eu garanto-me que os dele também estejam – disse, a Gwen.

Desliguei o telemóvel e voltei a recostar-me a Derek.

- E como exactamente é que vais fazer com que os meus lábios estejam selados? – Perguntou ele, com um tom de gozo.

- Bem… - olhei para ele e pus-me ao seu colo – Basta-me mantê-los ocupados – e beijei-o.

- Parece interessante – disse-me, entre beijos – Bom plano.

Numa velocidade sobrenatural, deitou-me e ficou por cima. Sorriu e voltou a unir os seus lábios aos meus.

 

E então? Que acharam

do primeiro capítulo?

32 comentários

Comentar post

Pág. 1/3