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Together as One

por Andrusca ღ, em 23.03.11

Este está um bocadinho maiorzinho...

 

Capítulo 8

Pela Noite Fora

 

Ellie

 

Michael estacionou o carro em frente a uma casa enorme. Era ainda maior que a nossa.

Saí do carro, ainda de boca aberta, e aproximei-me lentamente do portão. “Meu Deus, quem é que vive neste palácio?!”, pensei, deslumbrada.

- Vamos? – Perguntou-me, ao chegar ao pé de mim depois de ter ido estacionar o carro. Eu assenti-lhe em resposta, enquanto absorvia todos os pormenores deste enorme casarão com os meus olhos.

- Como é que convenceste os pais a deixarem-me vir? – Perguntei-lhe, enquanto andávamos até à entrada.

A música já se ouvia bem, era mexida, e algo me dizia que havia um DJ.

- Bem… foi… na boa – disse-me, mas por qualquer motivo não me senti completamente convencida.

A porta estava aberta, e assim que entrei ia-me dando uma coisa má. A casa ainda parecia ainda maior vista de dentro. E tinha mesmo que ser, pois parecia que estava aqui a escola inteira.

Não sei como, mas no meio de toda esta multidão consegui avistar Alyssa e o resto do pessoal ao pé das bebidas, e disse a Michael que ia ter com eles. Ele disse-me que depois quando fosse para irmos embora me procurava.

- Vieste! – Gritou Alyssa, assim que me cheguei ao pé deles.

- Estás tão bonita! – Desta vez foi Rachel a gritar.

- Obrigada, vocês também – disse-lhes eu.

- O que é que queres beber? – Perguntou James.

- Hum… eu não… eu não bebo.

- Nada? – Foi Trent quem falou, mas todos eles pareciam bastante surpreendidos.

- Bem, não acho que haja sumo de laranja aqui por isso… não, nada – garanti.

Porém ao fim de quase meia hora lá aceitei beber um copo de vodka preta com sumo de maçã. Afinal, tinha sumo…

Fomos todos dançar e estivemos assim durante montes de tempo. Estava-me a divertir como nunca antes, era óptimo poder estar aqui com amigos a rir, e a dançar… a fazer coisas que nunca tinha tido oportunidade de fazer. Ficámos assim durante horas.

Mas ainda não tinha descoberto de quem era esta casa.

- Vou à casa de banho – disse a Alyssa, pouco antes de me afastar deles para subir as escadas.

Tirei o meu telemóvel da mala com alguma dificuldade enquanto ia tropeçando e uma vez embatendo na parede e vi as horas – ainda que desfocadas –, eram quase quatro da manhã. Abri quatro portas e todas eram quartos. Que azar.

Quando abri a quinta porta, a desejar que finalmente tivesse encontrado a casa de banho, vi um rapaz ao pé da cama em tronco nu, que se virou instantaneamente para mim.

- Só podes estar a gozar comigo! – Exclamei, antes de me começar a rir.

Ele olhou para mim confuso mas não sei o que aconteceu em seguida, porque perdi as forças e só me lembro de estar encostada ao seu peito desnudado. Senti-me na lua… talvez fosse o vodka… talvez os abdominais perfeitamente bem definidos de Danny e os seus braços que me amparavam o corpo…

 

Danny


O idiota do Michael entornou a sua cerveja na minha t-shirt, por isso subi para o quarto para me trocar. Sorri no caminho para lá, a festa estava a ser um espectáculo. Acho que nisto é bom não ter cá os pais, nunca poderia fazer cenas destas se os tivesse cá.

Entrei no quarto e fechei a porta, tirei a t-shirt molhada e mandei-a para o chão, dirigindo-me em seguida ao roupeiro para tirar outra. Tirei uma preta e pu-la em cima da cama, e fui à casa de banho. Quando voltei para ao pé da cama ouvi a porta abrir e passos e por isso virei-me para trás, só para ver Ellie encostada à ombreira da porta, completamente desengonçada.

- Só podes estar a gozar comigo! – Exclamou, e em seguida desatou-se a rir, mas vi que ia perder as forças por isso aproximei-me rapidamente, mesmo a tempo.

Ela parou de rir por poucos segundos e quando vi que se conseguia aguentar em pé sozinha larguei-a e dei um passo atrás.

- Estás bem? – Não me respondeu, apenas riu. De todas as coisas que Michael me tinha dito sobre ela, não me lembro de alguma vez referir que gostava de se embebedar.

- Achas que és tão encantador, não é? – Disse, soltando um pequeno riso cínico, e começando a caminhar pelo quarto feita maluca a dar aos braços enquanto me dava uma grande palestra sobre como eu era insensível e parvo e ela detestava essas coisas. E eu simplesmente andava atrás dela com medo que caísse ou se magoasse. Se lhe acontecesse alguma coisa o Michael nunca me iria perdoar.

Do nada ela parou e voltou-se para mim.

- Porque é que me beijaste no dia em que nos conhecemos? – Perguntou. Só espero que tenha finalmente acabado com o discurso.

Encolhi os ombros antes de responder – Porque achei que ia ser uma boa maneira de começar o ano e bem… tu estavas lá.

- Por isso fui eu… porque simplesmente estava lá.

Mas onde é que ela queria chegar com esta conversa?!

- Sim…

Ela soltou outra gargalhada e depois pôs as suas mãos a minha cara, suavemente.

- Eu odeio-te… - murmurou – mas neste momento quero mesmo beijar-te.

E apenas assim, totalmente do nada, encostou os seus lábios aos meus entregando-se completamente ao beijo. Ao princípio ia afastá-la, sabia que beijar a irmã do meu melhor amigo não era coisa que devesse fazer, mas depois não resisti e entreguei-me também, até que caí em mim e afastei os nossos lábios, o que por estranho que soe, me custou um pouco.

Fiquei com as minhas mãos nos seus ombros enquanto ela ria como se não houvesse amanhã, e quando vi que não me ia voltar a beijar, larguei-a e ela dirigiu-se à cama e mandou-se lá para cima, e começou a brincar com as duas almofadas que a enfeitavam.

- Meu… isto só a mim – reclamei, dirigindo-me à cama e agarrando no meu telemóvel. Mandei uma mensagem a Michael para que viesse já para aqui e vesti a minha t-shirt.

Ele não se demorou mais de dois minutos.

- O que se passou? – Perguntou, ao abrir a porta bruscamente. Limitei-me a apontar para a cama, onde Ellie se encontrava agora a desfolhar uma revista sobre automóveis, de pernas para o ar, e a rir-se. Se soubesse que era assim tão feliz quando bebia, já a tinha embebedado há mais tempo.

- Devias levá-la para casa – disse.

- Ela está bêbeda? – Perguntou ele. Nisto entrou outra rapariga.

- Desculpem mas… vi-a deitada na cama. Está tudo bem?

- E tu és… - perguntei eu.

- Rachel. Sou amiga dela.

- Está bêbeda – disse Michael.

- O quê? Mas ela só bebeu tipo três vodkas com sumo de maçã… - disse a rapariga, Rachel.

- Pois… isso é tipo o triplo que alguma vez bebeu – disse Michael.

 

Ellie


O meu irmão levou-me até ao carro e conduziu para casa. Não sei porquê, queria ter ficado mais tempo na festa.

Ele estacionou e agarrou-me de novo ao colo, entrando assim em casa comigo.

- Porque é que viemos já para casa? – Perguntei, a tentar evitar o riso – A festa estava fantástica! Uhhhh.

- Shh Ellie! Estás maluca?!

- Oh… alguém está rabugento – soltei uma gargalhada.

- Eleanor! Mantém o tom baixo, não acordes os pais!

Pus a mão à frente da boca a tentar imitar algo como uma reacção trágica.

- Eles não sabem, sabem? Nunca me deixaram ir à festa – concluí. E depois, de novo, ri-me. Eles eram tão desvairados… foi tão fácil enganá-los.

- Não, não sabem, por isso não os acordes – disse ele, enquanto subíamos as escadas. Eu ri-me, parecia preocupado. Logo ele, que nunca se preocupa com nada. Mas esta preocupação toda era hilariante.

- Não me importo! Hoje diverti-me! – Gritei, mas ele pousou-me no chão, já depois de ter subido as escadas comigo, e tapou-me a boca, mas eu mordi-o e comecei-me a rir.

Ele abriu a porta do meu quarto e conduziu-me até à cama, onde me deixei cair.

- Michael? – Perguntei, já num tom sussurrado.

- O que foi? – A sua voz tinha um tom enfadado, o que me meteu graça, porém fiz um esforço para não me rir.

- Estou muito bêbeda! – Agora sim, ri-me.

- Pois estás… dorme – disse, antes de fechar a porta do quarto.

Apertei a minha almofada e adormeci em dois instantes.

 

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