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Love Between Changes

por Andrusca ღ, em 14.04.11

Este capítulo está uma cáca, mas não tive mesmo imaginação nenhuma -.-

Sorry

 

Capítulo 13

Trabalho de Grupo

 

- Agora vão tirar o papel com o nome dos vossos colegas de grupo – disse o professor de Literatura. Pôs o chapéu à minha frente com os papéis com os nomes e disse-me para tirar dois. Respirei fundo e observei a turma. Não queria, de modo algum, ficar com Collin. Nem com Logan, ele andava demasiado “em cima de mim” ultimamente. Nem com Kevin, tem andado estranho… muito estranho. Suspirei, óptimo, se não posso ficar com os meus amigos então vou ficar com quem?

Tirei dois papéis e desdobrei o primeiro.

- Kevin – simplesmente perfeito.

- E o segundo? – Perguntou o professor.

Desdobrei-o e suspirei. Isto não ia dar bom resultado, ai não ia não, eles não se davam bem e eu não estava com a mínima paciência para aturar criancices vindas de rapazes de dezassete anos.

- O Logan – respondi.

- Muito bem, Kevin, Logan – chamou ele – Juntem-se aqui, ficam com a Daphne.

Olhei para eles ao mesmo tempo que olharam um para o outro, e se o olhar matasse, eles tinham acabado de se matar mutuamente. Quase que se podiam até ver faíscas a saírem-lhes das órbitas. “Que raio?! Mas será que ainda vou ter que falar com eles?!”, é que eles ao princípio não eram assim um para o outro…

- Oi – disse Kevin, sorrindo-me, sentando-se na cadeira ao meu lado.

- Olá – retribuí o sorriso.

- Então, o que vamos fazer? – Perguntou Logan.

- Um trabalho sobre Shakespeare Sr. Logan, parece-me que não esteve a tomar muita atenção ao início da aula… - resmungou o professor, que tinha ouvido a pergunta enquanto passava.

- Desculpe stôr – disse Logan, sorrindo-lhe.

- Típico – resmungou Kevin.

- O que é que disseste? – Perguntou Logan.

- Eu disse que lá porque….

- Whoa, whoa, whoa – interrompi eu, fazendo-os olhar para mim – Podem parar aí mesmo. Eu não sei que raio é que se passa com vocês, e não tenho nada a ver com isso, mas este trabalho também é meu logo eu já tenho algo a ver com isto. Por isso enquanto trabalharmos juntos vocês vão pôr essa testosterona de lado, e conviver bem, percebido? – Silêncio – Eu perguntei se tinham percebido!

- Sim – disseram os dois ao mesmo tempo, baixo.

- Ainda bem. Agora vamos ao trabalho.

Os restantes setenta minutos da aula foram passados completamente dentro do tema do trabalho: a vida de Shakespeare. Aprendi alguma coisa? Oh sim, gritar e ralhar com rapazes na adolescência parece resultar.

Sobre Shakespeare? Nem por isso… mas também não prestei muita atenção, estava mais interessada nos meus colegas de grupo e a observar os olhares que mandaram um ao outro.

Assim que o toque soou e pudemos sair da sala, agarrei no braço de Kevin e caminhei com ele até um corredor que costuma estar sempre vazio. E como sempre, estava.

- Vais-me explicar o que é que se passa? – Perguntei, mais num tom de pedido.

- Com o quê?

- Kevin! Sabes que detesto que as pessoas se façam de burras comigo. Com o Logan! O que é que vos deu aos dois? Estão assim desde o baile! Isso foi quase há um mês atrás!

- Ah, isso… - ele olhou para o chão e depois mexeu no cabelo, encostando-se à parede em seguida – não é nada de especial.

- Kevin… - encostei-me também, ao seu lado – sabes que podes confiar em mim. Conta-me.

- Ele só… ele irrita-me, só isso! E quando te vi a dançar com ele, não sei… ele irrita-me, e não é bom. Não para ti, mereces melhor. Ele está bem é com a Amy.

Senti um aperto no coração quando me disse isto. “Ele está bem é com a Amy”… porque é que sempre que ouço algo deste género me sinto assim? Porque é que me permiti preocupar-me tanto com alguém que só me sabe fazer sofrer?!

- Pois… tens a certeza que é só isso? – Não estava completamente convencida.

- Só não te quero ver sair magoada, só isso – pois, tarde demais.

- Não te preocupes, não vou sair – garanti, porém completamente consciente de que já tinha saído.

Dei-lhe um abraço e em seguida fomos para as mesas do bar onde estava toda a gente. Logan dirigiu-me um olhar que não percebi bem, mas decidi responder-lhe com um sorriso; resposta errada, virou-me a cara. Não conseguia acreditar que estávamos a voltar ao mesmo… porque é que quando há mais pessoas à nossa volta ele não pode ser o querido e meigo Logan e tem que ser esta coisa?!

- E então eu disse: Tipo, não sei se estás a perceber, mas se não sais daqui bem depressa aqui eu e os meus amigos damos-te cabo do coiro – disse Collin. Todos se riram, inclusive eu, porém as minhas razões eram outras.

Lembrava-me claramente de um dos dias em que saí com Collin para darmos um passeio pelo parque, enquanto namorávamos, e um rapaz mais novo que nós nos abordou a pedir esmola. Exacto, nem foi a exigir, foi a pedir. Collin quase que ia morrendo, ficou mais roxo que uma beterraba, a tremer dos pés à cabeça, cheio de medo. Eu é que ainda dei uns trocos ao rapaz, os únicos que tinha levado, e quando ele se foi embora Collin quase que levantou voo comigo, ao puxar-me para sairmos do parque.

Ele era completamente ridículo, aqui, a gloriar-se de feitos que apenas consegue sonhar em fazer. A verdade é que ele é demasiado cobarde. Demasiado maricas para dar um murro sequer. Mais depressa dava eu que ele.

- E depois meu? – Perguntou Logan.

- Então, depois…

- Depois o outro fugiu cheio de medo, certo Collin? – Interrompi-o eu. Ele olhou para mim com aqueles olhos de medo. Não queria ser descoberto. Realmente, o que seria da sua reputação?

- Exacto – respondeu – Mas mudando de conversa, como vai a vida Daph?

Voltou-se para mim e sorriu-me. Aquele típico sorriso de garanhão que Collin tanto usa.

- Nem te vires para mim – disse-lhe logo – Não estou com paciência para te aturar.

- Oh, vá lá babe, fala-me de ti.

- Collin? – Perguntei, fazendo-lhe olhinhos – Vai falar com falinhas mansas para a tua mãe, sim? Deixa-me em paz.

- Eish, não me lembrava de ti com tanto mau humor… - resmungou – Oh, olha! Aparentemente é com ela que te dás bem.

Ao olhar para o sítio para onde apontou vi Jenny. Ela já tinha mudado. De roupa pelo menos, porque de feitio continuava igualzinha. Ia ter que começar a ensinar-lhe a responder, ela não pode aceitar tudo o que lhe dizem.

- Ela é boa como tudo – disse o atrasado do Duke.

- Ei, tem lá calminha – cortou logo Logan. Aleluia, finalmente decidiu dizer alguma coisa sobre a irmã.

- Eu não percebo – disse Amelia. Claro que não percebe, é burra coitadinha –, vocês são irmãos, mas ela é tão trenga. Como é que te tornaste assim amor?

“Amor… Amor… Amor…”, respirei fundo, não me vou deixar afectar, não vou, não vou.

- Não sei… apenas tornei-me – disse Logan.

- Está bem, estás muito melhor – sorriu Amy.

- Isso é porque não o conheceste antes – resmunguei. Porém só reparei que o tinha feito em voz alta quando todos olharam para mim.

- O que é que disseste? – Perguntou Collin – Vocês já se conheciam?

- O quê? Não! – Disse eu – Eu só… - pensa, pensa, pensa – “Isso é porque não o conheceste antes”, é o título de um livro que a minha mãe me aconselhou. Estive a tentar lembrar-me do título desde que a semana começou, e agora consegui. Graças à Amy. Obrigada. Agora já podem todos parar de olhar para aqui.

- É verdade, temos que acabar o trabalho de Literatura – disse Logan, a olhar para mim –, é para depois de amanhã.

- Pois é, tens razão. Kevin, estás livre hoje à tarde?

- Yap. Logan, tu também?

- Completamente.

- Então vamos para a minha casa – concluí. Não podia esperar…

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