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Together as One - The Second Part

por Andrusca ღ, em 28.04.11

Não revi, deve estar cheio de erros, mas estou super cansada e não me apetece.

Espero que gostem ^^

 

Capítulo 11

Natal * Parte 1

 

Ellie

 

O Natal tinha chegado depressa, e eu já estava a começar a passar a fase do ansiosa e a entrar para a de nervosa, porque tínhamos todos combinado que Danny viria jantar cá a casa, visto que os seus pais não estavam cá e Alice ia à sua terra ver a família.

Eu já tinha a prenda dele há séculos, e tenho a certeza absoluta que quando a vir até vai ficar perto de desmaiar de felicidade. Digamos que ele deseja isto mais que tudo.

Acabei de me arranjar ao espelho e desci as escadas. Esta ia ser a Véspera de Natal perfeita, se os meus pais não arranjassem qualquer maneira de a estragarem, de qualquer modo.

Tomei o pequeno-almoço sozinha, na cozinha, pois o meu pai teve que ir ver umas coisas à firma e a minha mãe estava numas compras de última hora. Quanto a Michael, era um mistério. Mas eu já nem me preocupava.

Jules andava atarefada com a bagagem, pois ia hoje também passar o dia 24 e 25 com a sua família, com grande insistência da minha parte. Acabei por ajudá-la e quando finalmente me vi completamente abandonada neste casarão fui para a sala e liguei a televisão, para começar a passar pelos canais a ver se alguma coisa me agradava. Mas nada. Nuns canais davam reportagens de como os centros comerciais estavam completamente lotados para prendas de última hora, outros falavam de assaltos e outros crimes, e outros estavam em intervalo dos filmes ou séries, o que era um bocado chato.

Quando estava prestes a desligar a televisão, num daqueles canais dos centros comerciais, vi Danny a passar juntamente com o meu irmão. Ri-me. Só mesmo estes dois para deixarem tudo para a última.

Peguei no meu telemóvel e pus a chamar para o meu namorado.

- “Bom dia amor” – disse-me ele, a sorrir, pelo que vi pela televisão.

- Então amor, andas às comprinhas? – O sorriso desapareceu e só tive tempo de o ver às voltas para ver se me via, antes de a câmara mudar de imagem.

- “Onde é que estás?” – Perguntou-me.

- No meu sofá, em casa – e ri-me.

- “Então mas… o Michael disse-te onde vínhamos?”

- Não, nem o vi antes de sair.

- “Então como é que…? Ai…”

- Oh amor tem calma. Não tens câmaras de televisão aí ao pé de ti?

Silêncio.

- “Aí caraças! Nem tinha reparado!”

- Isso sei eu. Estás a fazer o quê? A comprar a minha prendinha? – Ele engasgou-se.

- “Claro que não… eu já há comprei há séculos. O teu irmão é que se desleixa nessas cenas”.

- Hum, está bem – engana-me que eu gosto – Vens cá ter às sete horas?

- “E fico ansioso até lá. Beijo, amo-te”.

- Até logo, beijo.

 

Danny

 

- Quem era? – Perguntou Michael, que entretanto se tinha desviado para ver umas montras.

- A tua irmã – respondi – Então, viste alguma cena fixe?

- Para a Ellie? Acho que temos que procurar mais para ali – apontou para umas lojas todas cor-de-rosa e eu fiz um esgar.

- Já agora mano… eu disse-lhe que tu tinhas vindo comprar a prenda dela, e eu estava só a fazer companhia. – Ele soltou uma gargalhada e uma velhota que estava a passar por nós deu um salto de susto, o que me fez rir a mim – A sério mano, se ela descobre que eu ainda não tenho nada para lhe dar, frita-me.

- Mas porque é que adiaste tanto?

- Eu sei lá… eu queria-lhe dar uma cena especial, mas não encontrei nada. E se ela não gostar daquilo que eu lhe der? Já viste a vergonha que seria? E tu conhece-la desde que nasceu, por isso tens que me ajudar.

- Mas no aniversário dela acertaste em cheio, ela ama aquela pulseira meu, nunca a tira.

- Oh, mas aí ainda não tínhamos nada… agora há um bocadinho de mais pressão, não achas?

- Olha, se queres um conselho, a minha irmã liga mais a prendas sentidas do que se forem caras ou assim. Ela prefere cenas mais… pessoais, que tenham valor para ela… Por isso basicamente ela vai gostar de qualquer coisa que lhe deres, por isso não compliques, compra uma cena qualquer e vamos embora daqui que eu tenho a barriga a dar horas. E já agora, eu tenho a prenda dela desde há uma semana.

- Pois, pois…

Acabámos por ir comer a uma pizzaria para depois retomarmos as compras. Tinha pouco mais de três horas para encontrar a prenda perfeita para o meu amor.

Michael passou o tempo todo a queixar-se, e eu também já estava a ficar farto de aqui andar, quando vi uma coisa que de certeza absoluta que ela ia adorar. Não era nada de outro mundo, aliás, a maior parte das raparigas nem ia olhar para aquilo duas vezes. Mas Michael tinha razão, a Ellie não ligava muito às coisas materiais, gostava mais de quando recebia algo que significasse alguma coisa especial.

O Michael gozou comigo por lhe comprar aqui, disse que era lamechas e mais umas coisas, mas eu nem liguei. Eu sabia que ela ia gostar, e isso era o importante.

Deixei-o em casa quando nos despachámos e fui para a minha, tomei um banho e despachei-me. Estava com os nervos à flor da pele.

 

Ellie

 

Depois de almoçar fui para o meu quarto escolher uma roupa para usar ao jantar. Os nervos apertavam mais cada vez que via o ponteiro dos minutos a avançar. Tinha um mau pressentimento em relação a esta noite, os meus pais nunca gostaram muito de Danny como amigo de Michael, mas sempre se comportaram ao pé dele, mas agora como meu namorado… eu acho que isto vai dar para o torto. E ainda por cima o último – e único – jantar que tivemos todos juntos não acabou nada bem… se bem que eu nessa altura detestava Danny até à ponta dos cabelos…

Abri a gaveta da mesa-de-cabeceira e tirei a prenda de Danny para a embrulhar num papel todo bonitinho. Estava desejosa de ver a cara dele…

Depois de embrulhar a prenda tomei um duche e vesti a roupa, secando o cabelo em seguida, e depois desci e pus a mesa. A comida chegou pouco depois das sete, e ainda nada de Danny nem de Michael, nem dos meus pais. É verdade, a comida é encomendada, aqui em casa ninguém cozinha além de Jules e eu, e sinceramente tudo o que me apetecia menos era cozinhar para cinco pessoas.

Quando Michael chegou foi tomar um duche e mudar de roupa, para depois virmos jantar.

Estava na sala a ver televisão quando ouvi a porta abrir e as vozes dos meus pais.

- Olá querida – saudou-me a minha mãe, ao entrar na sala – Ena, está de parabéns, a mesa está perfeita.

- Muito bem decorada – disse o meu pai.

- Por favor sentem-se – pedi, ao que eles obedeceram. – Eu não sei porque é que pensaram em convidar o Danny para vir cá comer, não sei o que estão a pensar fazer, mas ele é o meu namorado e eu amo-o…

- A menina sabe lá o que é o amor.

- E eu amo-o – continuei, como se o meu pai não me tivesse interrompido –, e por isso não vou tolerar que mandem indirectas, ok?

- Eleanor, mas pensa que está a falar com quem? – Perguntou a minha mãe – Nós somos adultos, por amor de deus.

- Muito bem – disse eu. Só espero é que ajam como tal.

O som da campainha fez-se soar, criando-me borboletas na barriga. Era agora.

- Eu vou abrir – disse-lhes, enquanto me levantava.

Michael desceu as escadas e sorriu-me como modo de me dar força, e eu pus a mão no puxador da porta. Respirei fundo e lentamente comecei a abri-la. Era agora.

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