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Together as One - The Second Part

por Andrusca ღ, em 30.04.11

Agora sim, o capítulo.

 

Capítulo 13

O Filho do Colega

 

Danny

 

Estava a brincar com o seu cabelo enquanto víamos um filme na minha sala de estar, ela estava com a cabeça sobre o meu colo e de vez em quando olhava para mim e deitava-me um sorriso, até que parou de o fazer raramente e parou de prestar qualquer atenção ao filme.

- O que foi? – Perguntei-lhe, sorrindo.

Ela vez um trejeito engraçado com a boca e mudou de posição, pondo-se ao meu colo, de uma perna de cada lado.

- Tu… - senti-a respirar fundo, algo a estava a incomodar – queres… - e começou a corar – tu sabes…

- Quero – respondi-lhe, dando-lhe um beijo em seguida. Beijo esse que fez com que ela cada vez se chegasse mais a mim e eu a puxasse ainda mais. Era verdade, eu queria-a para mim. E queria-o mais que tudo o resto. Mas podia notar que ela não estava pronta. – Mas não ainda – disse-lhe, interrompendo a cadeia de beijos que se tinha desenvolvido.

Ela respirou fundo e sorriu-me. Por momentos pareceu-me aliviada, e eu sabia que o estava.

- Porque é que vieste com essa conversa? – Perguntei-lhe.

- Porque já lá vão sete meses e tal… - deu um sorriso, porém não muito grande – e isso é muito tempo.

- Pois é – concordei –, isso é bom.

- Não, sim, não me interpretes mal, eu adoro saber que estamos a durar tanto tempo, só que…

- Só que…

- Eu não estou a desconfiar de ti. Não é isso. Só…

- Ellie, fala de uma vez – pedi.

- Não achas mal que ainda não tenhamos feito nada? Quer dizer, por minha causa, porque se eu não fosse assim já tínhamos feito e… Danny, eu sei o rapaz que tu eras, àquilo a que estavas habituado e…

- Ell… claro que não. Eu disse-te que ia esperar até te sentires preparada, e é isso mesmo que vou fazer.

- Mas e se aparecer alguém que te quiser dar o que eu ainda não dei…

- Shh – pus-lhe um dedo sobre os lábios de modo a fazê-la parar falar – Serás sempre tu. Está bem?

Ela assentiu com a cabeça e repousou-a no meu ombro, respirando fundo em seguida. Estivemos assim durante alguns minutos, até que a levantou repentinamente.

- Raios! – Disse, já aflita – Danny, que horas são?

Olhei para o telemóvel.

- Uma e dez, porquê?

- Oh não, estou atrasada. Tenho que ir, amo-te – deu-me um beijo rápido e começou a dirigir-se para a porta a correr.

- Volto a ver-te hoje? – Perguntei-lhe.

- Definitivamente.

 

Ellie

 

Fui para casa o mais rápido que consegui, e quando cheguei vi um carro desconhecido. Bolas, já tinham chegado.

O meu pai tinha convidado um associado dele, que tinha chegado à firma há relativamente pouco tempo, para vir almoçar connosco e tinha feito questão que eu e Michael estivéssemos presentes. O almoço era à uma. Olhei para o relógio, uma e meia.

Estava feita.

Entrei sorrateiramente e ouvi logo as vozes na sala, quando ia a subir as escadas dei de caras com o meu pai.

- Eleanor – disse-me, com desagrado na voz –, você está-se a tornar numa vergonha. Meter os convidados assim à espera só para poder andar por aí a namorar.

- Desculpe pai – pronunciei, ao subir as escadas – Dois segundos.

Fui ao quarto, deixei lá as minhas coisas, e voltei a descer para o andar de baixo para ir ter com a minha família e os convidados.

Quando entrei na sala deparei-me com um homem alto, aloirado e portador de olhos azuis e um resplandecente sorriso, e… Jeffrey.

- Jeff! – Exclamei, dando-lhe um beijo na bochecha – O que é que estás aqui a fazer? O teu pai trabalha com o meu?

- Parece que sim – disse ele, sorrindo-me.

- Viva – disse Michael, com menos entusiasmo àquele que devia ser permitido a qualquer pessoa.

- É muito bom finalmente conhecer a amiga de quem o Jeffrey tanto fala – disse-me o pai de Jeff, dando-me um beijo na mão em seguida –, e ele não exagerou. A Eleanor é, de facto, uma rapariga bastante bela. Encantado.

- Obrigada – respondi, a corar –, também é bom conhecê-lo.

Sentámo-nos à mesa e Jules começou a servir o almoço. Afinal talvez a refeição e a tarde que lhe seguia não fossem tão más assim. Ao menos conhecia Jeff e sabia que não era um daqueles rapazes ricos e mimados com a mania que são bons. Ainda não conseguia acreditar que ele é que é o filho do colega do meu pai.

O almoço decorreu sem problemas, e o facto de poder falar com Jeff mantinha o ambiente interessante, por assim dizer. Michael é que não se parecia estar a divertir nada de nada. E de vez em quando deitava uns olhares a Jeffrey que eu não gostava nada, mas que ele não reparou.

Michael e Danny, manos do coração, de quem um não gosta, o outro odeia, e vice-versa. O que é se pode fazer? Rapazes e as suas manias…

Gostei imenso do pai do Jeff, via-se que era uma pessoa extremamente bem-educada, e que passava esses valores para o filho.

Quando acabámos de comer, o meu pai sugeriu que eu mostrasse a casa a Jeff e que depois nos entretecemos com qualquer coisa.

- E aqui é o meu quarto – disse-lhe, quando acabei de lhe mostrar o resto da casa, abrindo a porta do quarto e dirigindo-me à cama, onde me sentei – Então, o que é que queres fazer?

- Não sei… tens filmes?

Apontei para uma prateleira cheia de DVDs e disse-lhe para escolher um a seu gosto. Pusemos o filme a dar no computador portátil e depois deitámo-nos na cama a vê-lo.

Ouvi o meu telemóvel vibrar em cima da mesa-de-cabeceira e agarrei nele para ver o que era e vi as horas, cinco e meia, quase. Era uma mensagem, de Danny. “Queres ir dar uma volta? Já estou a morrer de saudades tuas. Amo-te”.

Suspirei. Querer queria, mas não podia abandonar o Jeff.

Escolhi a opção de responder à mensagem e escrevi. “Adorava amor, mas não posso. O colega do meu pai ainda cá está. Também tenho saudades e também te amo. Beijo”.

Achei melhor não dizer que estava com Jeff, ele podia levar a mal e pensar que o tinha trocado ou algo do género, e eu não queria ter esta conversa nem reviver as cenas das crises de ciúmes.

A porta do meu quarto abriu-se velozmente e apareceu Michael.

- Cá estão vocês! – Disse ele, fechando a porta e mandando-se para cima da cama – mais precisamente para cima de mim –, pondo-se entre mim e Jeff.

Não sabia que precisava de ser vigiada. Sim, porque para o Michael estar aqui com o Jeffrey só quer dizer que me está a vigiar, a ver tudo aquilo que eu faço e que músculos movo.

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