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Together as One - The Second Part

por Andrusca ღ, em 02.05.11

Sinceramente não sei se está alguma coisa de jeito :s

Mas mesmo assim espero que gostem ^^

 

Capítulo 15

Fim-de-semana Romântico

 

Ellie

 

Vi-o aproximar-se ao longe, e quando chegou juntou os seus lábios aos meus dando-me um beijo mais longo e sentido que o costume.

- Tudo bem amor? – Perguntei-lhe.

- Tudo, tudo. Ell, queria-te perguntar uma cena… - Ele acabou de corar? Oh meu deus, acabou mesmo! Acho que em tanto tempo de namoro nunca o tinha visto corado. O que será que queria, para o deixar assim tão envergonhado?

- Pergunta – incentivei.

- Queres… - parou e sorriu-me – queres ir passar o fim-de-semana à minha casa? A Alice vai passá-lo com a família, e isso deixa a casa vazia… pensei que talvez pudesses ir para lá para estarmos mais juntinhos e…

- Aceito – se eu não o parasse ele continuava a dar-me motivos para aceitar, repetindo a maior parte deles inúmeras vezes – A que horas queres que vá?

- Hum… às sete dá?

- Às sete é perfeito. Agora tenho que ir, o Michael está à minha espera – ambos olhámos para o carro do meu irmão, de onde ele nos acenou e apontou para o pulso como sinal de que estava a atrasá-lo. Ele ia sair com Rachel depois do jantar, e desde que voltaram a estar bem que parece uma rapariga para se despachar, demora tempos infinitos.

- Então espero por ti – mais um vez beijou-me – Amo-te.

- Também te amo. Tchau.

Fui com o meu irmão para casa e lá avisei Jules que não ia jantar, nem passar o sábado e o domingo em casa, e depois subi para o meu quarto e agarrei numa mochila para pôr as coisas para levar para casa de Danny.

Primeiro pus uma camisola e umas calças, sapatos não valia a pena, podia usar os ténis que tenho hoje, e depois abri o roupeiro para ver que pijama levava. Aí comecei a ficar nervosa. O que será que Danny esperava deste fim-de-semana? Será que esperava que finalmente acontecesse algo mais… íntimo? “Ai Eleanor, não, o teu namorado não é assim”, disse o meu interior, “pois, mas é um rapaz e todos eles são assim”, disse-lhe eu. E era verdade. Eu sabia que ele não ia forçar nada, já o conhecia bem o suficiente para saber isso e não duvidar, mas também sabia que ele queria fazê-lo e que já tinha aguentado demasiado tempo.

Sentei-me na cama a pensar. Não tinha muitas opções, ou fazia, ou não fazia. E sinceramente, se ao fazê-lo garantia que Danny não me deixaria, eu tinha que estar pronta. Ou pelo menos fingir muito bem que estava. Não tinha nada a perder. Tinha que estar pronta.

Respirei fundo e continuei a fazer a mala. Quando me despachei desci as escadas e fui ter com os meus pais à sala.

- Mãe, pai – chamei. Eles olharam para mim – Vou passar o fim-de-semana à casa da Alyssa, os testes estão a chegar e temos que estudar.

- Está bem – disse o meu pai – Voltas no domingo?

- Sim, depois do jantar.

- Diz ‘olá’ aos pais da Alyssa – disse a minha mãe.

- Está bem mãe. Até domingo.

Quando cheguei até casa de Danny fui pôr a mochila ao seu quarto e depois fomos jantar. O meu lindo namorado tinha encomendado pizza e por isso comemo-la a ver uma série qualquer na televisão, na sala de estar.

Às tantas já eu estava a adormecer encostada a ele, quando senti a sua mão a acariciar-me a bochecha.

- Não queres subir? – Perguntou-me – Estás a morrer de sono Ellie.

- Sim… - murmurei, já mais a dormir que acordada – Vamos.

Senti-o pegar em mim ao colo mas a partir daí não me lembro de mais nada.

Quando acordei estava deitada na cama, tapada pelo lençol e um cobertor, ainda com a blusa que tinha vestido ontem e pelo que sentia, as calças de ganga.

Danny estava ao meu lado, dormia que nem um anjinho. Levantei-me sorrateiramente e fui até à cozinha, preparar uma coisa qualquer para comer. Quando voltei para o quarto já ele estava acordado, mas ainda deitado ao meio da cama, todo esticado.

- Bom dia Bela Adormecida – disse-lhe, no gozo.

- Tu é que és a Bela Adormecida, que eu me lembre foste tu que adormeceste nos meus braços.

- Essa não é a Bela Adormecida, oh.

Sentei-me recostada na cama e dei-lhe um beijo, pousando em seguida o tabuleiro com o nosso pequeno-almoço.

- Uau, valia a pena ter-te cá todos os dias – disse-me, dando-me outro beijo.

- Muito engraçadinho.

Comemos, mudámos de roupa, e depois fomos dar um passeio pelo parque. Acabámos por almoçar fora e depois fomos ao cinema. Tive que levar com um filme super secante sobre uma guerra qualquer, que supostamente era para ser de acção, mas que disso não teve nada. O que era ridículo, afinal, uma guerra sem acção? Onde é que o mundo vai parar…

Já Danny adorou o filme, às tantas desligou-se completamente de mim.

Quando voltámos para a casa dele já estava a escurecer, e como não tínhamos nada para comer decidi aventurar-me na cozinha. Fiz um bacalhau com natas, que segundo o meu namorado, estava perfeito, apesar de eu achar que estava um bocado salgado.

Vimos um pouco de televisão e depois eu fui tomar banho à casa de banho do seu quarto. Os nervos estavam a começar a tomar conta de mim, a noite tinha chegado, e não tínhamos mais nada para fazer. A hora aproximava-se. Eu sentia-o.

Fechei a torneira e enrolei-me numa toalha, tirando em seguida o meu elástico do cabelo – eu não o tinha lavado –, e seguindo para o quarto para vestir o pijama. Tinha optado por trazer um preto, uns calções e um top de alças.

O meu telemóvel começou a tocar e vi que era Alyssa.

- “Oi miúda” – disse-me ela, assim que atendi para atender – “Como vão as coisas?”.

- Bem… e contigo?

- “Não sou eu que estou a dormir com o meu namorado Ellie” – ela sabia, eu tive que a avisar por causa dos meus pais, caso alguma coisa desse para o torto.

- Nem eu – disse-lhe –, por enquanto, de qualquer maneira – disse, já mais baixo.

- “Mas estás a pensar nisso? Ellie, eu sei que não é da minha conta, mas tens a certeza que estás pronta?”.

- Não, Ally, não estou pronta – admiti –, mas tenho que estar.

- “Vais fazer um erro Ellie”.

- Eu amo-o. Não vai ser um erro. Vai ser só um pouco mais cedo do que aquilo que eu pensava. Eu não o posso perder Ally.

- “E não vais. Não faças nada, ele espera, tu sabes que ele espera”.

- Tenho que ir – menti – Até amanhã, beijinho.

- “Adeus. Não faças nada estúpido”.

Desliguei o telemóvel e bufei. Ela tinha razão… mas mesmo assim eu não ia recuar.

 

Danny

 

- Tenho que ir – ouvi-a dizer por fim – Até amanhã, beijinho.

Respirei fundo. Ela não estava preparada, e se eu o sabia antes, agora ainda sei melhor. Não devia ter ouvido por trás de porta, mas ainda bem que o fiz.

Bati e espreitei em seguida.

- Posso? – Perguntei.

- Claro, o quarto é teu – sorriu-me e sentou-se na cama. Tinha uns calções pretos e um top da mesma cor como pijama. Esta miúda punha-me fora de mim.

Aproximei-me dela e sentei-me ao seu lado, rapidamente se pôs no meu colo e me começou a beijar, e eu apesar de a querer afastar, simplesmente não conseguia. Ela tinha um efeito sobre mim que não me permitia largá-la. Beijei-a também. Beijei-a e comecei a puxá-la cada vez mais para mim, até que nos deixámos cair para o lado, ficando eu por cima dela. Comecei a descer os meus lábios até ao seu pescoço e comecei a beijá-lo, deixando-a completamente arrepiada. Retornei aos seus lábios que mais uma vez juntei aos meus, enquanto a sentia a puxar-me a t-shirt para cima.

Eu queria-a para mim, queria fazê-la minha. E resistir-lhe estava cada vez mais a revelar-se ser uma tarefa completamente impossível. Ela era simplesmente irresistível.

Subi a minha mão pela sua perna e pousei-a na cintura, enquanto a continuava a beijar.

Mas não podia continuar com isto. Ela não estava pronta. Não lhe podia fazer isto. Ela é a rapariga que eu amo. Aquela com quem quero ficar até que o meu fim chegue. E não quero que pense que precisa de fazer isto comigo para que fique com ela.

- Não vamos fazer nada. – Sussurrei-lhe, ao passar com os lábios na sua bochecha, perto do ouvido, saindo de cima dela em seguida.

- Não vamos? – Perguntou-me, sentando-se tal como eu. Parecia surpreendida.

- Nop, tu não estás pronta.

- Estou sim Danny, eu quero…

- Eu ouvi-te falar com a Alyssa, e podes descansar que não vou a lado nenhum, nem tu, por isso temos todo o tempo do mundo.

- Danny, mas tu não queres? Sê sincero, não estás farto de esperar, não seria mais simples fazê-lo de uma vez por todas?

Muito mais. Resistir a esta tentação todos os dias é algo que me deixa completamente de rastos. Mas eu amo-a. Eu respeito-a. E por isso espero e resisto o tempo que for necessário.

- Ell… acredita, resistir a esta tentação é das coisas mais difíceis pelas quais alguma vez passei, mas saber que o queres fazer pelos motivos errados ainda me dá mais forças para conseguir.

- Desculpa – pronunciou. Eu ri-me.

- Não tens culpa – disse-lhe, encostando-a a mim e beijando-lhe a nuca – Não é culpa de ninguém. Quando estiveres pronta, estarei cá.

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