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Together as One - The Second Part

por Andrusca ღ, em 06.05.11

A partir de agora, não se admirem se houverem dias em que não poste.

Espero que gostem ^^

 

Capítulo 18

Confias em Mim?

 

Danny

 

Já tinha tocado há séculos, mas Ellie ainda não tinha saído da sala de aula. Nem ela, nem o inglês, nem o velho rabugento que cospe, tão denominado de Sr. Cotton, professor de Biologia.

Esperei mais um bocado, encostado à parede fria, ao lado da porta que teimava em permanecer fechada. Finalmente as vozes começaram a ficar mais altas, e os passos dirigiram-se à porta que se abriu logo de seguida, deixando primeiro sair Ellie, que vinha a rir com o inglês sobre qualquer coisa mas depressa se calou ao ver-me. Ela estava estranha, e não era de agora. Deitei um olhar ao inglês. E se ela e ele… não, eu não podia desconfiar assim dela. Ela ama-me, ela tem que me amar.

- Olá – disse-lhe, quando vi que não ia ser ela a começar a conversa.

- Oi – pronunciou, formulando um sorriso e dando-me um beijo ao de leve em seguida –, o que é que estás aqui a fazer?

O que é que estava aqui a fazer? Talvez tenha vindo ter com a minha namorado visto que tenho recebido certos sinais subtis de que ela me anda a evitar. Talvez queira esclarecer o porquê dela não querer estar comigo. “Não querer estar comigo…”, este pensamento invadiu-me e ficou bem instalado, pois não se vai embora tão facilmente. E se é mesmo verdade e ela já não quer estar mais comigo? E se descobriu que tem mais coisas em comum com o inglês e por isso é mais feliz com ele, e por isso passam tanto tempo juntos? Quer dizer… é compreensível se assim for… eles são dois super parecidos, pensam da mesma maneira, têm a mesma forma de agir… mas não deixa de ser uma porcaria. Só de pensar que a posso perder para aquele betinho faz-me querer cometer uma loucura.

- Vim ter contigo – respondi-lhe, ao fim de poucos segundos.

- Eu vou para o bar… - disse o inglês – Adeus. Adeus Ellie – e sorriu-lhe. Filho da mãe…

- Então, o que é que queres fazer? – Perguntou-me, dando-me a mão e começando a andar pelo corredor.

- O que é que tu queres fazer? – Perguntei.

- Eu estou com fome – disse, com aquela cara de “desculpa estar a estragar isto tudo” – por isso queria ir ao bar… eu já ia mesmo que não tivesses vindo ter comigo Danny.

- Ok, vamos para o bar.

Escusado será dizer que sozinhos não vamos ficar. Só gostava de conseguir perceber o porquê.

- Ell, estás-me a evitar? – Perguntei, quando ela finalmente agarrou no seu pedido e nos dirigimos à mesa onde o pessoal estava.

Por momentos posso jurar que ela ficou branca e nervosa. Estava confirmado.

- Claro que não – mas mesmo assim ela negava-o –, porque é que perguntas?

- É por causa do inglês? – Perguntei, ignorando a sua pergunta.

- De onde é que tiraste isso Danny? – Parou e virou-se para mim – Não se está a passar nada, e o Jeffrey é só um amigo. Não confias em mim?

- Claro que confio Ell, é só que… eu sei que algo está errado.

- Não está nada errado – mais uma vez deu-me um beijo rápido, acompanhado por um sorriso – Pára de formar filmes nessa cabeça, ok? Anda lá.

 

Ellie

 

Ele estava a começar a desconfiar de mim. E o problema é que era pelos motivos errados. O Jeffrey? Mas que disparate. Pelo menos ele eu sabia que não andava a assaltar aqueles sítios, pois tinha um álibi do qual eu não podia desconfiar: eu. Ele esteve comigo na altura de dois assaltos, logo não pode ter sido ele. Pelo menos é uma pessoa a descartar da lista.

Já Danny não tinha álibis decentes… só gostava que falasse comigo e me dissesse onde vai quando me diz que fica em casa e eu depois pergunto a Alice e ele saiu. Mas é óbvio que não lhe posso perguntar directamente, pois aí iria perceber que suspeito dele e então perdê-lo-ia, e apesar de tudo, eu amo-o mais que a qualquer outra coisa.

E de novo hoje voltou a dizer-me que ia ficar em casa durante a tarde, coisa que eu desconfio ser mentira, mas não insisti.

- E se ele vai ter com ela? Pior… e se vai assaltar qualquer sítio? – Perguntei a Alyssa, enquanto íamos a caminho de casa, referindo-me a Felícia. Sim, porque as chances disso acontecer eram bem altas. E ela não era uma boa influência, bastava olhar-se para ela uma vez para se perceber isso. “E se ela anda a participar nos assaltos?”, tenho que admitir que não foi a primeira vez que este pensamento me surgiu…

- Segue-o. – Disse, como se não fosse nada.

- Eu não o vou seguir Alyssa, eu confio nele – “Pois sim, nota-se”, arrematou-me a consciência.

- Qual é o drama? Eu faço isso ao Trent várias vezes.

- E ele não se zanga?

- “O que não sabes não te pode magoar” minha cara.

- Então estás-me a dizer para lhe mentir… não Alyssa, isso é má ideia, nós confiamos um no outro, e eu não a vou quebrar.

- Confiam? Oh sim, nota-se muito Ellie. Além disso, não é mentir… é omitir.

- Vai dar ao mesmo. Esquece.

Isso está fora de questão. Completamente.

Depois de ela virar para a sua rua continuei a caminhar até à minha casa, e tive a surpresa de ter a minha mãe para almoçar comigo. Parece que hoje estava de folga de compras.

Depois de comermos fui para o quarto, mas não conseguia ficar descansada. Duas horas… duas e um quarto… um quarto para as três… três e dez… estava a enlouquecer. “Segue-o”. Apenas uma palavra vinda da boca de Alyssa me passava pela cabeça. “O que ele não sabe não o pode magoar, certo?”.

 

O que é que estão a achar da história até agora?

Be honest

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